Seca pode prejudicar safra de algodão em Goiás

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A seca também deve causar prejuízos na safra goiana de algodão, em menor proporção que a de soja, mas sem chuva nada está a salvo. Segundo os especialistas, por ter um ciclo maior que o principal grão produzido no Estado, de 150 dias em média, permite que a planta se recupere se as águas caírem de agora para frente. A previsão de colheita para esta primeira safra de 350 mil toneladas. A expectativa é de fechar o acréscimo na área plantada em 10%.

 

A segunda safra que deveria ter sido plantada em janeiro ainda não foi fechada, está em andamento por conta da forte estiagem que impediu o plantio mais efetivo. Segundo o analista de mercado da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Pedro Arantes, a produção de algodão em Goiás voltou a tomar fôlego a partir da safra 2012/2013. Até então os produtores estavam desmotivados por conta dos preços. Há mais ou menos dez anos a produção de algodão chegou ao auge em Goiás quando foram plantados 110 mil hectares.

 

Preço mínimo Na quinta-feira (13.02), a presidente Dilma Roussef divulgou o novo preço mínimo do algodão no País e taxou em R$ 54,90 a arroba. O governo federal diz que o valor cobre os custos de produção, mas a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) defende um valor de R$ 57 e os produtores querem R$ 60. Trata-se de uma cultura cara que precisa de bonificação e ajuda do governo para se manter.

 

O dia ontem começou com anúncio de redução 33% nas exportações de algodão dos Estados Unidos, na comparação com a semana anterior e fez cair os preços da pluma na bolsa de Nova Iorque. Mas qual a influência dessa notícia em Goiás? Por ser uma commodity qualquer redução de preço no mercado internacional reflete nos valores internos.

 

Segundo o último alerta do Centro de Estudos Avançado em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Cepea/Esalq), os preços da pluma tem tido pequenas quedas no Brasil. O relatório registrou queda de 0,44% nas cotações registradas de 4 a 11 de fevereiro.

 

A informação é de que a indústria abastecida, não aceita os preços pedidos pelos cotonicultores. Mesmo antes da notícia vinda dos Estados Unidos, os embarques da pluma no Brasil começaram a ser reduzidos em janeiro. O volume foi 52,7% menor que o exportado em dezembro de 2013, o que totalizou 21,4 mil toneladas e 67% menor que a quantidade exportada em janeiro de 2013.

 

Fonte: Karine Rodrigues (O Hoje).


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