Projeto utiliza a natureza para gerar renda em AL

   Tem nome de pimenta, mas não arde. O sobrenome é rosa, só que olhando de perto, ela é vermelha. O nome pimenta rosa foi dado pelos colonizadores europeus, que perceberam que esses frutinhos eram perfumados, saborosos e podiam ser usados como tempero, uma especiaria.

Aroeira, aroeirinha, aroeirinha de praia são os nomes populares da árvore nativa de toda a Mata Atlântica brasileira. O nome científico da planta é um pouquinho mais complicado: Schinus terebinthifolius.

A aroeira frutifica entre os meses de junho e agosto e muita gente garante um dinheirinho extra coletando e vendendo pimenta rosa. Como uma turma boa da cidade alagoana dePiaçabuçu, bem na beira do Rio São Francisco.

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Todos fazem parte da Associação Aroeira, criada em 2010 para ajudar os coletores de pimenta a organizar e beneficiar a produção, gerando mais renda para todos.

A associação foi criada com a ajuda do Instituto EcoEngenho, uma ong que desenvolve projetos em comunidades pobres de Alagoas.

O engenheiro José Roberto Fonseca é fundador e diretor do instituto. Ele explica que o pessoal fez cursos para aprender a colher a pimenta, sem prejudicar a aroeira.

O povo trabalha rápido. Sobre uma lona plástica, para não pegar sujeira, os cachinhos de pimenta são retirados dos galhos e terminada a colheita é hora de descer o rio. A aroeira segue direto para sede da associação, onde fica a unidade de beneficiamento da pimenta. Os grãos são lavados e colocados em uma peneira para secar. Em seguida, passam por uma seleção criteriosa.

Chega a hora da pimenta ir para uma estufa, onde vai desidratar por oito horas. O equipamento é movido a energia solar. Para empurrar o ar quente para dentro da estufa, o equipamento usa turbinas elétricas. A energia também é produzida lá mesmo, a partir da luz solar.

Dentro da estufa solar, o ar aquecido circula de forma lenta e regular. A unidade tem capacidade para beneficiar cerca de uma tonelada de pimenta por mês.

Investindo em qualidade e fazendo da coleta à comercialização, os produtores conseguiram uma imensa valorização no preço da pimenta e nesta safra, o preço ficará ainda melhor: em torno de R$ 150 o quilo.

Com tanta qualidade, a pimenta da associação conquistou chefes de cozinha renomados do Nordeste, como Sérgio Jucá e Wanderson Medeiros, que criaram receitas requintadas com a pimenta rosa. 

Disponível em: http://g1.globo.com/economia/agronegocios/globo-rural/noticia/2016/07/em-al-projeto-utiliza-natureza-para-gerar-renda-sem-provocar-danos.html 

Thalita Bueno

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Thalita Bueno

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