Área dos hortifrutícolas recua 1,2% em 2015

Compartilhar

As estimativas da equipe Hortifruti/Cepea sobre a área cultivada baseiam-se em levantamentos amostrais, feitos a partir de contato direto com agentes das principais regiões produtoras. Refletem, portanto, apenas a área das regiões acompanhadas pelo projeto Hortifruti/Cepea. O resultado dessas pesquisas indica que a área cultivada com hortaliças em 2015 foi 1,2% menor que a cultivada em 2014.

Frutas: A área de 2015 deve fechar com redução de 1,9% frente 2014. No caso do mamão é esperado recuo no Rio Grande do Norte, por conta da estiagem prolongada que levou à falta de água para irrigação, e no Oeste da Bahia, onde problemas com mão de obra ainda desanimam produtores. Para uva de mesa, estima-se redução em Marialva (PR), após consecutivas safras de baixa rentabilidade. Em melão, a área foi menor na safra 2015 (colheita de abril-julho) no Vale do São Francisco, tendo em vista que produtores estão mais receosos com a concorrência com o Rio Grande do Norte/Ceará e também devido à baixa vazão do rio São Francisco. Na safra 2015/16 do RN/CE, deve haver nova diminuição da área também por falta de água para irrigação. Para banana, a área recua no Rio Grande do Norte e no Norte de Minas Gerais e o motivo é, novamente, a limitação da água para irrigação. Quanto à maçã, a área se manteve estável em 2015, havendo apenas renovação de áreas erradicadas. A manga é a única fruta que fechou o ano com leve aumento no estado de São Paulo.

Hortaliças: Estima-se ligeiro recuo de 0,47% na área em 2015 (incluindo verão 15/16) frente a 2014, mesmo tendo havido elevação dos investimentos na cebolicultura, motivados pelos altos preços ao longo de quase todo o ano – foram recordes em vários momentos. Para tomate de mesa, calcula-se diminuição da área nas safras de verão, inverno e anual, por conta, principalmente, da falta de água que persiste na região. Em relação ao tomate industrial, também se estima que tenha havido recuo nos investimentos em 2015, devido aos estoques elevados das indústrias de atomatados. Para a batata, houve ligeira recuperação da área cultivada na safra das secas. Porém, o cultivo na temporada de inverno e também na das águas foi menor – no inverno, uma área relativamente extensa em Vargem do Sul (SP) e em Cristalina (GO) não germinou a contento. Na safra das águas, a redução de área ocorreu nas lavouras de sequeiro em Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba. Com relação à cenoura, houve aumento de área no Rio Grande do Sul, mas em Goiás e na Bahia a área fecha com recuo nos investimentos. No balanço, o ano fecha com queda nos investimentos. Para folhosas, a estimativa é que a área cultivada em 2015 tenha se mantido estável nas regiões de São Paulo e Minas Gerais.

Fonte: Cepea/Esalq.


Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

error: Conteúdo protegido!
%d blogueiros gostam disto: