Capacitação tecnológica em Silvicultura Sustentável

Compartilhar

Começa capacitação tecnológica em Silvicultura Sustentável – Bioma Cerrado. Parceria entre SENAR e Embrapa capacita instrutores para difusão de informações sobre o uso da árvore na propriedade rural.

 

A viabilidade do solo para o plantio de árvores na propriedade abre o primeiro módulo da capacitação tecnológica Silvicultura Sustentável – Bioma Cerrado nesta segunda-feira, 29. O curso é voltado para instrutores do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) e está sendo realizado pela entidade em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por meio do Projeto Biomas. A ideia é capacitar tanto técnicos quanto produtores rurais, para que eles possam ter acesso às práticas testadas e aprovadas pelas pesquisas desenvolvidas ao longo do Projeto e, com isso, aplicá-las nas propriedades rurais. O curso está sendo filmado e será oferecido na modalidade a distância no portal de EaD do SENAR.

 

O Projeto Biomas é uma iniciativa inédita no Brasil e tem como objetivo identificar formas sustentáveis para viabilizar a propriedade rural brasileira considerando a árvore em seus sistemas propostos. Os estudos estão sendo desenvolvidos nos seis biomas brasileiros. O Projeto é desenvolvido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pela Embrapa e tem o apoio do SENAR, SEBRAE, Monsanto e John Deere.

 

“O projeto é voltado para o agricultor, para que ele tenha informações sobre o uso correto do solo e da árvore dentro da sua propriedade. Com essa capacitação, vamos trabalhar essa questão e tratar também da legislação: fazer uma reflexão técnica sobre a ótica do novo código florestal e levá-la ao produtor rural” explica o pesquisador da Embrapa Florestas e coordenador nacional do Projeto Biomas pela Embrapa, Dr. Gustavo Curcio.

 

Nesse primeiro dia da capacitação, os técnicos participaram de palestras sobre os tipos de solo e ecorregiões do cerrado. O pesquisador da Embrapa Cerrados, Eder Martins, falou sobre os tipos de ecorregiões. Segundo ele, um quarto do País é ocupado pelo bioma cerrado, que faz contato com praticamente todos os demais biomas. “Temos um estudo que divide o cerrado em 22 ecorregiões onde há seis planaltos que concentram grande parte da produção agrícola do País. A denominação de ecorregião é válida para estudarmos o conceito geoambiental do cerrado com o propósito de se fazer o uso adequado da paisagem. E os seis planaltos são constituídos dominantemente por latossolos, ou seja, solos propícios para a produção agrícola com uso de equipamentos e tecnologias adequadas.”

Anuncio congado imagem

 

Na avaliação do instrutor em Silvicultura do SENAR Goiás, Paulo Sato, essa iniciativa vai suprir uma necessidade existente nas propriedades rurais. “É importante que pelo menos uma parcela da propriedade tenha algum tipo de vegetação específica para suprir necessidades gerais como confecção de cercas, por exemplo. A vegetação vai ainda agregar valor à renda do produtor, melhorar os fatores ambientais, como recuperação de áreas de preservação permanente (APP’s), e evitar a erosão do solo. Nós geralmente recomendamos o uso do eucalipto, mas há outras espécies bastante utilizadas como cedro australiano, mogno africano, teca ou nim indiano. O sistema de integração lavoura-pecuária-floresta é um exemplo disso”, revela Sato.

 

A capacitação tecnológica em Silvicultura Sustentável – Bioma Cerrado segue até quarta-feira, dia 1º. Nos próximos dias, os participantes vão receber informações sobre paisagens do cerrado, características dos solos, diversidade de vegetação, clima, recursos hídricos, estudos hidrológicos, legislação ambiental e conduta técnica na propriedade rural.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação do SENAR.


Compartilhar

Posts Similares

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *