Cursos do Senar/MS contribuem na nutrição de indígenas

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Melhora na alimentação dos indígenas da Aldeia Amambaí, crianças mais nutridas e enriquecimento na refeição dos enfermos que atualmente ocupam os leitos da Casai – Casa da Saúde Indígena. Estes são alguns dos reflexos das capacitações oferecidas aos indígenas de Amambai pelo Senar/MS – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de MS, segundo a assistente social da Sesai – Secretaria Especial de Saúde Indígena de Mato Grosso do Sul, Lilian Martins Jara.

 

De acordo com Lilian, a parceria entre a Funasa – Fundação Nacional da Saúde e o Sindicato Rural de Amambai e o Senar/MS possibilitou que cerca de 100 indígenas das aldeias Amambaí e Limão Verde fossem qualificados, desde o ano passado. “Capacitamos também as cozinheiras da Casai, que hoje alimentam com mais qualidade os enfermos. A melhora na nutrição das crianças é nítida e ainda verificamos mulheres com a pretensão de se tornarem empreendedoras”, enfatizou a assistente social.

 

Além dos cursos relacionados ao processamento de alimentos, os indígenas das aldeias de Amambai, já participaram de capacitações voltadas à fabricação caseira de produtos de limpeza, corte e costura, artesanato em palha de milho e beneficiamento e transformação caseira da mandioca.

 

Incentivados pela melhoria na alimentação das aldeias, os Guaranis Kaiowás solicitaram ao Sindicato Rural do município outros sete cursos, que incentivam o empreendedorismo, a diversificação da fonte de renda e novas oportunidades de profissionalização. Os cursos de Cultivo de mandioca, processamento caseiro da banana, do milho, de derivados da soja, de produção de alimentos saudáveis, controle de orçamento familiar e prevenção a incêndio florestal compõem a lista de capacitações requeridas, que ainda serão solicitadas ao Senar/MS.

 

O presidente do Sindicato Rural de Amambai, Diogo Peixoto, afirma ser necessária a criação de mecanismos para a independência financeira dos indígenas. “Para que o indígena tenha dignidade são necessários mecanismos, estudos e capacitações” pontua o presidente. “Quando oferecemos cursos aos responsáveis pelas aldeias somos recebidos com imensa alegria. Em uma experiência com a qualificação de artesanato de palha de milho, mulheres da aldeia produziram materiais que não imaginavam ser capazes, colocaram à mostra belas artes e criaram renda”, reforçou Peixoto.

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Para o superintendente do Senar/MS, Rogério Beretta, os indígenas têm potencialidades que precisam ser estimuladas. “O desempenho dos indígenas nas capacitações não se difere em nada do desempenho dos demais profissionais que capacitamos. Vemos a necessidade de aumentar as qualificações nas aldeias para provocar o perfil empreendedor e motivar a diversificação de renda por meio da produção rural”, enfatiza Beretta.

 

O Senar/MS, por meio do Pronatec – Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, capacitará até o fim de julho cerca de 90 indígenas em Mato Grosso do Sul, nos municípios de Caarapó, Aquidauna e Ponta Porã.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul.


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