Pesquisas com soja avariada na alimentação animal

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Aprosoja e UFMT desenvolvem pesquisas com soja avariada na alimentação animal.

Estudo, agora com ovinos, mostra estatisticamente que grãos com altos teores de ardido e fermentado não afetam o consumo, nem ganho de peso dos animais.

Pesquisa, que está sendo desenvolvida há dois anos pela Associação dos Produtores Rurais de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), e coordenada pelo professor pesquisador Luciano S. Cabral, mostra estatisticamente que a qualidade da soja avariada na alimentação de carneiros não afeta o desempenho, nem o ganho de peso dos animais.

Neste trabalho foram fornecidos aos animais soja em grãos com três padrões diferentes de classificação: soja hoje considerada dentro do padrão, ou seja, com até 8% de grãos avariados; soja com 83,9% de avarias, sendo 63,4% de grãos fermentados e 20,5% de ardidos e, no terceiro tratamento, os animais foram alimentados com soja ainda mais avariada (97,5%) contendo 74,6% de grãos ardidos e 22,9% de fermentados.

Os grãos fermentados e ardidos são as principais avarias encontradas nos grãos de soja, sobretudo em anos em que a colheita coincide com períodos chuvosos. Apesar disso, centenas de análises feitas pela Aprosoja demonstram que o grão avariado, fermentado e ardido, apresenta até maiores teores de proteínas que os grãos considerados dentro do padrão definido pela Instrução Normativa 11/07, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que estabelece o limite máximo de tolerância de avarias em 8%.

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De acordo com o professor Luciano, “os resultados mostraram que os animais que comeram os três padrões de soja tiveram o mesmo desempenho final tanto no consumo de ração, quanto no ganho de peso, rendimento de carcaça, teores de gordura e outras avaliações feitas”.

“Pelos resultados desta pesquisa já finalizada nesta importante parceria com a UFMT, temos visto que estamos no caminho certo, que nada se perde da soja avariada e somente o produtor quem está perdendo nisso tudo”, destaca o presidente da Aprosoja, Antonio Galvan.

FONTE: DATAGRO.


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