Evolução da ferradura: mocassim e tênis para cavalos

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Evolução da ferradura: mocassim e tênis para cavalos

A tecnologia tira os cavalos da Idade do Ferro para sempre.

Provavelmente foi em 3.000 a.C. que ocorreu a domesticação dos cavalos no oeste das estepes da Eurásia e o uso intensivo desses animais para montaria e tração. Como esse era o veículo, tração nas 4 patas, mais possante que existia, logo se pensou em cuidar bem dos membros e patas dessas máquinas.

Aparentemente foram os Egípcios e Persas quem inventaram o primeiro mocassim (tipo um sapato de capim) com a ideia de proteger o casco dos animais. Essas ferraduras-mocassim eram tecidas como uma esteira de capim e amarradas com cordas no casco.

Parece provável que os antigos apenas reproduziram nos animais seus calçados, exatamente o que as novas tecnologias estão fazendo atualmente para substituir a ferradura. Ou seja, usar também nos cavalos o bom e velho tênis de corrida. Existem evidências que a história do sapato começa a partir de 10.000 anos a.C.

O uso das fibras vegetais para amarrar e trançar é uma das habilidades mais antigas dos hominídeos na fabricação de utensílios que também era usada na construção de abrigos, cordas, redes e roupas. Por esta razão, os primeiros calçados foram feitos de fibras vegetais trançadas. O calçado mais antigo conhecido até hoje é uma sandália de fibra vegetal achada em uma caverna no estado de Oregon (EUA).

Em uma época onde o estribo ainda nem era utilizado, os Romanos evoluíram o conceito e criaram sandálias de couro com sola de ferro amarradas ao redor do boleto. Gradualmente, os itens de proteção começaram a aparecer, primeiro com a sandália para cavalos (do Latin: soleae Sparteae), uma espécie de bota de couro, depois melhorada com um tipo de botina militar que possuia solado de ferro (do Latin: solaae ferreae).

A ferradura, como nos a conhecemos, feita de ferro e cravos pode ter surgido em várias nações na mesma época. O primeiro ferreiro que se tem notícia foi documentada pela Bíblia e seu nome era Tubalcaim (Gênesis 4 -22). Contudo, existem especulações de que os gauleses foram os primeiros a pregar as ferraduras ao caso do cavalo. Segundo historiadores, apesar da ferradura ser muito antigo, na prática ela passou a ser frequente apenas por volta de 400 d.C.

Ao contrário do que muitos podem imaginar as ferraduras de ferro não machucam necessariamente o cavalo, pelo contrário, é uma forma de proteger o animal dos danos causados pelo trote com grande peso no lombo, em diferentes solos. Mesmo assim, o ferro é rudimentar, invasivo (é necessário pregar a ferradura no caso do cavalo) e pode causar danos nas articulações devido ao impacto. Já as novas invenções prometem dar ao animal maior amortecimento e suporte para a pisada nos diferentes terrenos.

Cerca de 50% dos cavalos machucados morrem devido aos problemas nas patas ou no casco, afirmam os fundadores da Megasus Horserunner, empresa austríaca que desenvolve ferraduras alternativas feitas de plástico. A fisiologia do casco possui como propriedade “resistência” e “flexibilidade”. Quando o animal se movimenta as estruturas internas e externas do casco interagem e formam um sistema de absorção de impacto e expansão do casco auxiliando também no retorno do sangue venoso. Em 1998, a equipe da empresa diz ter provado a existência de movimentos verticais do casco, e publicou o estudo em uma renomada revista científica. A equipe diz ter descoberto que a compreensão humana sobre o funcionamento do casco do cavalo estava errada. As pessoas ainda pensam que os cascos são rígidos, se movendo somente de 1 a 4 mm no plano horizontal, mas isto não é verdade, segundo eles.

Dedicada a desenvolver uma solução melhore do que as tradicionais ferraduras de ferro, a empresa acaba de lançar uma versão que não só é feita de plástico, mas também possui clipes que permitem que a ferradura seja colocada e removida com facilidade, além de simplificar o ajuste ao pé do animal. A invenção da empresa austríaca promete revolucionar o hipismo, e porque não dizer a vida dos equinos em geral? Trata-se do “tênis para cavalos”. Esses “tênis” fornecem uma proteção para os cascos, redução do impacto nas articulações dos equinos e melhor tração. Além disso, não há necessidade de se usar ferraduras e cravos para pregá-las no casco das montarias. Mais leve e flexível e a ferradura high-tech também possui amortecedores dignos de tênis de corrida e permite todos os movimentos naturais do animal. De acordo com os inventores o Megasus Horserunners é resultado de longa pesquisa e intensos estudos dos cascos de cavalos.

Veja as imagens e o vídeo abaixo.

Fonte: Portal Agron


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