Bonecos de crochê ajudam na recuperação de prematuros

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          Bonecos de crochê em formato de polvo ajudam na

            recuperação de prematuros em MS

Bonecos de crochê em formato de polvo estão ajudando na recuperação de prematuros em Mato Grosso do Sul. Na maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande, os “polvinhos” dividem espaço nas incubadoras com 15 dos 26 prematuros que estão internados no local.

As primeiras experiências com os “polvinhos” surgiram na Dinamarca, há quatro anos e chegaram ao Brasil no ano passado. Segundo os médicos, pelo que se pode observar até o momento, os bonecos ajudam os bebês a ficarem mais calmos, a se sentirem mais seguros e estimulam a visão e o toque.

“Cada progresso é difícil. Cada grama é uma conquista. Tudo que vem de melhoria para o bebê e a família é válido”, destaca Karen Deduch, da Associação Brasileira de Pais de Bebês Prematuros.

Os médicos também perceberam que o brinquedo ajuda a normalizar sinais como os batimentos cardíacos, porque os recém-nascidos ficam menos agitados. Ao mesmo tempo é uma simulação de algumas sensações que eles prematuros perdem ao nascer cedo demais. Os tentáculos, por exemplo, remetem ao útero, porque têm a mesma forma do cordão umbilical.

“Essa parte do aconchego é muito importante. Então o neném quando está dentro do útero ele fica aconchegado pela parede do útero. Ele mexe uma mãozinha e bate em uma parede, mexe outra e encosta na parede. Ele tem todo um aconchego e o polvo vem a ajudar nesse aconchego”, explica a médica Maria Cláudia Rocette.

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E para colocá-los junto aos bebês é preciso seguir regras. Os fios são 100% de algodão. A cabeça tem que medir nove centímetros e os tentáculos vinte e dois centímetros. Também é necessário um protocolo de higiene.

“A cada sete dias nos temos a higienização do polvo. Vai para a lavanderia, higieniza e volta o mesmo ‘polvinho’ para o bebê”, revela a psicóloga Jackeline Medeiros.

Outro critério é que os bichinhos só podem fazer companhia para os bebês que pesam menos de um quilo e oitocentas gramas. É a faixa de peso de 60% dos casos na maior unidade neonatal de Mato Groso do Sul.

 

Os “polvinhos” são feitos e doados por voluntárias. São cinco doadoras na Maternidade Cândido Mariano. Somente a fisioterapeuta Silvia Moura doou 38. “Eu comecei porque minha filha ficou doente há um tempo atrás e eu queria fazer algo que compensasse o milagre dela estar com saúde. Para mim fazer os ‘polvinhos’ é um ato de caridade. É distribuir muito amor”, diz.

O “polvinho” virou um amigo inseparável da filha da operadora de telemarketing Erica do Nascimento. A menina nasceu de 27 semanas. “Quando ela está com a mão livre ela pega, igual nas imagens que vemos no ultrassom. Então a sensação que ela tem é de segurança. Para mim, como mãe é lindo né”, concluiu.

Em uma nota técnica o Ministério da Saúde não proíbe, mas também não recomenda o polvo como uso terapêutico para os bebês prematuros, porque, segundo o órgão, não existem evidências científicas dos benefícios. 

                  fonte: g1ms


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