As 5 missões espaciais que marcaram 2016

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Neste ano, a Nasa lançou a primeira sonda capaz de coletar amostras de um asteroide, a Osiris-REx, e a missão Juno enviou incríveis imagens de Júpiter.

Em 2016, o sistema solar recebeu novas e importantes missões espaciais. Em setembro, a Nasa lançou a Osiris-REx, a primeira sonda capaz de coletar amostras de um asteroide. A sonda deve chegar a Bennu, um pedregulho de quase 500 metros de diâmetro, em 2018 e as rochas do asteroide devem ajudar os astrônomos a descobrir quais substâncias deram origem aos seres vivos e oceanos de nosso planeta. Bennu também tem alguma chance de colidir com nosso planeta em 2135, outra razão pela qual a missão foi lançada: captar informações sobre o corpo celeste pode nos ajudar a impedir a colisão.

Outra sonda que marcou o ano foi Juno, que chegou a Júpiter depois de uma jornada de cinco anos. Em julho, enviou as primeiras imagens e sons detalhados do planeta, o maior do sistema solar. Confira essas e outras missões que marcaram o ano:

1. OSIRIS-REx

Em 8 de setembro, um foguete Atlas V partiu da estação de Cabo Canaveral, nos Estados Unidos, levando a sonda Osiris-REx, a primeira capaz de colher amostras de um asteroide. O objetivo da missão é investigar como os planetas foram formados e a vida surgiu, além de ajudar os cientistas a desenhar possíveis estratégias de defesa contra asteroides. Bennu, o pedregulho com quase 500 metros de diâmetro para onde a sonda se dirige, tem uma chance em 2.500 de colidir com a Terra em 2135 – uma possibilidade ínfima, mas que os astrônomos preferem não ignorar. A previsão é que a sonda chegue ao asteroide em 2018, obtenha até 2 quilos de rochas do asteroide em 2020 e retorne ao nosso planeta em 2023.

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2. Juno

Lançada pela Nasa em 2011 com instrumentos fornecidos pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), a sonda Juno chegou a Júpiter em julho deste ano. Com a meta de coletar dados inéditos sobre a formação e composição do planeta, a sonda percorreu 2,8 bilhões de quilômetros em cinco anos, e começou em 2016 a parte mais emocionante de sua missão: sobrevoar o planeta 5.000 quilômetros acima de suas nuvens e enviar as informações à equipe na Terra. Nessa etapa da missão, Juno vai avaliar a quantidade de água que o planeta contém e determinar se ele possui um núcleo de elementos pesados em seu centro, ou se é composto apenas de gás. Pouco antes de chegar a seu destino, Juno captou incríveis imagens e sons do gigante gasoso, o maior planeta do sistema solar.

3. A volta de Scott Kelly

Depois de passar 340 dias a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), o astronauta americano Scott Kelly retornou à Terra em abril. Desde 27 de março de 2015, Kelly permaneceu no espaço com o objetivo de estudar os efeitos de longas jornadas espaciais no corpo humano. Enquanto Kelly estava no espaço, seu irmão gêmeo Mark, astronauta aposentado, permanecia em terra firme. Como possuem o mesmo material genético, a Nasa pretende comparar os dados psicológicos e moleculares de Scott com os de Mark. As diferenças podem ajudar a entender como a longa permanência em voos espaciais afeta o corpos e a mentes dos astronautas nas missões. À bordo da ISS, Scott Kelly realizou divesos experimentos, como a criação de alface, que foi a primeira “degustação” de alimentos cultivados no espaço, e a plantação de uma flor no ambiente de microgravidade da ISS.

4. ExoMars

Enviado à Marte a bordo do foguete Protón-M em março de 2016, o laboratório espacial ExoMars, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), pretendia abrir caminho para uma futura missão não-tripulada ao planeta. O plano era que, em outubro, o satélite Trace Gas Orbiter (TGO) entrasse na órbita de Marte e lançasse sobre a superfície o módulo Schiaparelli, que pousaria lentamente no planeta e colheria amostras do solo para a análise dos cientistas. Contudo, durante a descida, o módulo deixou de enviar sinais e uma investigação feita pelos astrônomos concluiu que os propulsores que deveriam ajudar a diminuir a velocidade do pouso da sonda falharam. O impacto do módulo no solo danificou a sonda, que impediu a coleta e envio de dados à Terra. O satélite TGO segue em operação, mas o futuro da missão que busca estudar os gases da atmosfera do planeta e enviar dados aos centros de controle terrestre preocupa cientistas. Em 26 de novembro, TGO fotografou a lua Phobos que orbita Marte, a uma distância de 7.700 quilômetros.

5. Rosetta

Após mais de doze anos, a missão Rosetta, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), chegou ao fim em 30 de setembro. A sonda, que permitiu o pouso histórico do módulo Philae no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, em novembro de 2014, e forneceu dados para dezenas de estudos científicos, concluiu sua a missão com um novo pouso – uma lenta descida ao cometa, antes de ser desligada para sempre. Rosetta tocou a superfície de 67P a uma velocidade de 3,2 quilômetros por hora e, antes de se desligar, mandou dados durante 40 minutos. Cerca de um mês antes, imagens feitas por Rosetta encontraram Philae, que estava perdido sobre o cometa desde 2014.

Lançada em 2004, o objetivo da missão era capturar a maior quantidade possível de dados sobre os cometas, importantes objetos de estudo por serem considerados “restos” da formação do sistema solar, que continuam vagando pelo Universo. De acordo com algumas teorias, eles podem ter sido os responsáveis por trazer a água, ou até mesmo vida, à Terra. Inicialmente, Rosetta verificou se a água desse corpo celeste era a mesma da Terra – um resultado positivo reforçaria a teoria de que a água foi trazida até aqui pelos cometas. A ideia perdeu força em dezembro de 2014, quando um estudo publicado na revista Science mostrou que a água do 67P é diferente da existente no planeta azul. Com os últimos dados enviados por Rosetta, os pesquisadores pretendem conseguir obter ainda mais informações sobre os cometas e, consequentemente, das origens do Universo.

Fonte: Veja Online. Por: Leticia Fuentes. Imagens: NASA/Divulgação/Divulgação, Divulgação/Nasa, NASA/Divulgação/Divulgação, NASA/Divulgação, P. Shlyaev/ESA/Divulgação e ESA/Atg Medialab/EFE/EFE.


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