Diretor de Desenvolvimento Internacional do Reino Unido visita a Embrapa
Objetivo é fortalecer a parceria já existente e definir a incorporação de novas linhas de pesquisa, especialmente relacionadas a mudanças climáticas.
Brasília, 10 de maio de 2016 – O Chefe do Departamento de Parcerias Globais e Diretor-Adjunto da Divisão de Relações Internacionais do DFID em Londres, Inglaterra, Neil Briscoe, visitou hoje a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, unidade de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília, DF. O DFID (sigla em inglês) é o Departamento Ministerial de Desenvolvimento Internacional do governo do Reino Unido e mantém parceria com 28 países para apoiar ações em prol da redução da pobreza extrema e da prosperidade global. Ele estava acompanhado da Primeira Secretária da Embaixada do Reino Unido em Brasília, Silke Seco-Grutz.
Um dos objetivos do departamento inglês é apoiar o desenvolvimento agrícola e a segurança alimentar em países africanos. Por isso, o DFID foi parceiro da Embrapa na Plataforma África-Brasil de Inovação Agropecuária (Africa-Brazil Agricultural Innovation Marketplace), uma iniciativa internacional conduzida no período de 2010 a 2015, que reuniu especialistas e instituições do Brasil, África e América Latina e Caribe para levar desenvolvimento e inovação a pequenos produtores dessas regiões. Ao longo de cinco anos de execução, financiou 76 projetos de 48 países, resultando em: 147 tecnologias, produtos e serviços; 131 publicações técnico-científicas; 1.177 profissionais treinados; 93 eventos realizados e 924 materiais genéticos intercambiados.
O Programa MarketPlace (MKTPlace) terminou em 2015, mas terá continuidade a partir deste ano com o novo Programa M Boss que, segundo o pesquisador da Secretaria de Relações Internacionais da Embrapa Paulo Melo, que está coordenando a iniciativa, tem os mesmos objetivos do MarketPlace, só que dessa vez com o foco mais direcionado para desenvolvimento do que para pesquisa. O que significa que “ alguns dos projetos de pesquisa desenvolvidos no âmbito do MarketPlace serão migrados para o M Boss, só que o intuito principal agora é investir nos resultados obtidos e na transferência das tecnologias geradas aos setores produtivos dos países parceiros”, explicou.
O objetivo da visita de Briscoe à Embrapa foi conhecer os resultados obtidos pelo MKTPlace, que foram apresentados pelo coordenador do Programa, o pesquisador Francisco Reifschneider, e também o programa M Boss, exposto por Melo. Após as apresentações, ele se disse realmente impressionado com o desenvolvimento científico brasileiro. Afirmou também que pretende voltar à Embrapa para conhecer outras unidades de pesquisa. Foi discutida ainda a possibilidade de uma visita de especialistas brasileiros da Embrapa a Londres para apresentar a pesquisa brasileira a especialistas e produtores daquele país.
Visita ao Laboratório de Genética Vegetal
Na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Briscoe foi recebido pela chefe de Pesquisa & Desenvolvimento, Marília Burle, e pelo pesquisador Dario Grattapaglia no Laboratório de Genética Vegetal, onde são desenvolvidas pesquisas de ponta na área de caracterização vegetal em busca de genes que possam contribuir para a solução de problemas que atingem a agricultura, como as mudanças climáticas, por exemplo, assunto pelo qual o diretor do DFID demonstrou grande interesse.
Dario falou sobre o potencial de aplicação das ferramentas genômicas em prol da agricultura do Brasil e do mundo. Segundo ele, a genotipagem permite correlacionar o genótipo (estrutura genética da planta) com o fenótipo (interação do genótipo com o ambiente). “ Isso torna possível conhecer a base genética das gerações futuras de algumas plantas, antes mesmo de se desenvolverem. “É o que se chama de predição, um conceito que vem ganhando corpo com o crescimento do uso da genômica na ciência atual”, explicou.
De acordo com o pesquisador, o melhoramento assistido por dados moleculares levou a uma mudança de paradigma. “Estamos indo da inferência genética, a partir da qual os dados são observados por meio de testes de hipótese e estimação de efeitos, para a predição genética de dados futuros com base em dados passados incluindo a quantificação da incerteza associada às predições realizadas”, afirma. Ao invés de genética quantitativa, são utilizadas informações obtidas a partir do uso de marcadores moleculares distribuídos pelo genoma das espécies, acelerando e otimizando o melhoramento genético vegetal.
Grattapaglia trabalha com espécies florestais, mas segundo ele a tecnologia genômica pode ser estendida para outras espécies vegetais. Nesse sentido, ele ressaltou para Briscoe a sólida participação da Embrapa em diversos consórcios de pesquisa internacionais, que levaram ao sequenciamento de vários genomas, como o café, banana, eucalipto e de bovinos, entre outros.
Tecnologias “open source”
O diretor do DFID perguntou ao pesquisador o que achava da forma de trabalho “open source”, que não envolve patentes e disponibiliza os resultados para parceiros internacionais, sem custos e burocracia, especialmente considerando que a política de propriedade intelectual no Brasil é bastante rígida. Dario se disse admirador dessa forma de trabalho. Para ele, os países ganham muito mais trabalhando de forma aberta, já que promove o intercâmbio, amplia o conhecimento e permite o compartilhamento de experiências. “É o futuro da ciência, que não pode ter fronteiras”, enfatizou.
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