O futuro do WhatsApp

Compartilhar

Opinião de Filipe Vilicic do blog A Origem dos Bytes.

Exclusivo: Novidades sobre as próximas mudanças a acontecerem no app de troca de mensagens, em conversa com o diretor global de comunicação da empresa.

Tive a oportunidade de papear com Matt Steinfeld, novo diretor de comunicação global e porta-voz do WhatsApp. Mais que novo, aliás, é o primeiro no cargo. (Sim, um serviço com 1 bilhão de usuários, fundado por uma empresa vendida por quase 20 bilhões de dólares ao Facebook, não tinha um profissional responsável pela área de comunicação há pouco mais de três meses. Por quê? O fato é que o WhatsApp é um gigante que preza – com razão, visto o sucesso – pelo “estilo startup” de empreender, com poucos funcionários, ganhando bem, e produzindo muito.) De volta ao tópico inicial: Matt adiantou, em primeira mão, alguns planos para o futuro do popular app de troca de mensagens. Ao que interessa:

Expandir e aprimorar os negócios no Brasil é a prioridade para 2016. Por que isso é bom? Por exemplo: há um esforço contínuo para adaptar o aplicativo para que ele funcione adequadamente mesmo em sistemas precários de conexão; como a banda-larga (por vezes, nem assim pode ser chamada) e o 3G/4G brasileiros – a 93ª pior conexão do planeta, como mencionei neste post anterior.

Neste ano devem começar a pipocar anúncios no WhatsApp. Para tal, a empresa planeja lançar um serviço adequado para as empresas se comunicarem com largas audiências, expandindo o alcance muito limitado dos atuais grupos de bate-papo do app. Em outras palavras, aceite: haverá publicidade no teu smartphone, guiada de acordo com o comportamento, as preferências, de cada usuário – como é de praxe em redes sociais, como no Facebook, nave-mãe do WhatsApp. É o preço (convenhamos, não tão “caro”) a se pagar pelo programa ser de graça.

Há esforço contínuo de informar os usuários sobre os dados privados coletados pelo serviço – e que podem ser utilizados para, por exemplo, atrair anunciantes – e também sobre como se proteger de spams, hackers e afins enquanto se trocam as mensagens (confira nesta página).

O app pretende lançar, em breve, um novo modelo de criptografia end-to-end – aquele no qual apenas o emissor e o receptor da mensagem conseguem visualizar o conteúdo. Mesmo a empresa, o WhatsApp, em si, não tem fácil acesso ao material. Ou seja, será mais seguro falar pelo app. Ou seja (2), aposto que isso dará fruto a ainda mais discussões acerca do limite à privacidade no mundo conectado, no estilo da que permeia a recente briga da Apple com o FBI (leia aqui). Ou mesmo a questões similares à que se levantou em torno da suspensão temporária, no ano passado, do WhatsApp no Brasil (aqui).

No geral, e num resumo direto, saí da conversa com a sensação de que a empresa está amadurecendo. Não por acaso, fase de crescimento (e, aqui, não falo do lado econômico) pela qual passa também o Facebook.

Para acompanhar este blog, siga-me no Twitter, em @FilipeVilicic, e no Facebook.

Link da matéria original

 

O WhatsApp diz: “não será publicidade”

No texto acima, foi publicado que o WhatsApp planejava inserir publicidade no app. Pois bem, logo depois, a empresa entrou em contato para explicar que não era bem isso. Em resumo, que não se tratava de “publicidade”. Na questão, o que pesa é passar a mensagem correta ao leitor. Então, desta vez sem as usuais análises do caso, simplesmente foi descrito o que foi passado na conversa com Matt Steinfeld, diretor de comunicações da companhia.

Neste ponto, segue a descrição sobre o projeto ainda em desenvolvimento, incipiente em conversa com foi informal, a pedido do próprio, apesar de não ter sido em off  sendo que a informação seria divulgado.

 – O plano é criar o que nomeiam de business accounts (contas de negócios, em inglês). Seriam assinaturas especiais para empresas, pelas quais as marcas poderiam falar diretamente com seus clientes. Ainda se pesquisa como se consolidaria esse canal de comunicação. O que me adiantaram é que poderia virar uma forma de enviar mensagens a clientes, individualmente, ou a grupos expandidos de pessoas. Como exemplos, citaram que uma rede de consultórios médicos conseguiria usar essa ferramenta para que pacientes marcassem exames e consultas. Ou que um banco poderia se comunicar com seus clientes sobre transações recentes. O ponto crucial, garante o WhatsApp, é que participar desses canais seria sempre opcional para o usuário. Novamente, contudo, destaco que é um plano ainda em estudo. Apesar de terem dito que é uma das prioridades para a empresa neste ano.

Segundo Filipe Vilicic quando recebeu essa informação, em conversa pessoalmente, a mesma foi interpretada como “publicidade”. Explico: Filipe visualizou a criação de um canal para as marcas se comunicarem com clientes, e vice-versa.

O WhatsApp, entretanto, diz que “não”. Não é “publicidade”. É outra coisa.

Como o projeto está em estudo, e a ferramenta ainda não foi lançada, fica difícil chegar a uma conclusão, em definitivo. Porém: o WhatsApp está atrás de uma forma de conseguir lucro, o que não possui hoje. É justo? Claro. Trata-se de um negócio, que precisa ter receita, até para se aprimorar e expandir. A empresa define que constrói uma forma inovadora de chegar a isso, sem “publicidade”. E se fosse “publicidade”? Também seria justo.

O termo “publicidade” provoca ojeriza em muitos, principalmente em meio ao ambiente de startups do Vale do Silício (e em grande parte de seus usuários/clientes). Porém, não deveria. É a forma como vários negócios inovadores, e úteis, ganham dinheiro. Um lucro justamente utilizado para continuarem inovadores, e úteis. Também se trata de uma maneira transparente, e evidente, de empresas se comunicarem com clientes (ou possíveis clientes).

Enfim, pelo sim, pelo não, acima está descrito qual é o plano do WhatsApp (ou até onde se sabe dele).

Link da matéria original

Fonte: Veja Online. Por: Filipe Vilicic.


Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

error: Conteúdo protegido!
%d blogueiros gostam disto: