Pesquisas: Potencialidades da batata doce e da mandioca

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O pesquisador Zeferino Chielle, da Fepagro Vale do Taquari, apresentou alguns resultados de suas décadas de pesquisa com mandioca e batata doce durante o ciclo de palestras promovido pela Fepagro em sua casa da Expointer nesta sexta-feira (4 de setembro).

Zeferino apontou para o problema do desperdício na produção de tubérculos, em que cerca de 50% é descartada – isso sem contar a parte aérea das plantas, que não são aproveitadas. “São culturas com o maior potencial produtivo pro nosso ambiente, mas que não são aproveitadas”, frisou.

Com a mandioca e a batata doce, é possível produzir farinha, álcool, parte aérea seca e raiz integral. A parte aérea seca pode ser usada na alimentação animal, com um teor de proteína superior ao da raiz. “Já recebemos a visita de uma cooperativa de suinocultores da Espanha e lá a base energética da alimentação dos animais é a mandioca. Por que aqui não podemos fazer o mesmo?”, questionou Zeferino.

A produção de biocombustível a partir da batata doce também é uma das vastas possibilidades de utilização do tubérculo. “É uma das culturas que tem maior potencial para produção energética. Uma tonelada de batata doce pode produzir de 160 a 180 litros de etanol, mas seu ciclo é de quatro meses, enquanto o ciclo da cana-de-açúcar é de um ano”, destacou o pesquisador.

A Fepagro e a Embrapa devem lançar, na Expoagro de 2016, duas novas variedades de batata doce voltadas para a produção de álcool: a BRS Gaita e a BRS Fepagro Viola. “Ambas têm alta produtividade, 75 toneladas por hectare, e são variedades indicadas para produção de etanol, principalmente pela alta concentração de amido”, detalhou.

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Em sua apresentação, o pesquisador abordou, ainda, a importância do agroprocessamento para o aproveitamento da mandioca e da batata doce, ampliando as possibilidades de ganho dos agricultores ao beneficiar subprodutos da cultura destes tubérculos que, normalmente, são jogados fora. “A propriedade agropecuária é uma indústria muito complexa, sem limites. Sua evolução e desenvolvimento dependem da sabedoria de seu dono”, concluiu.

Fonte: Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro/RS).


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