Recorde na comercialização de sêmen
Tecnologias de inseminação artificial tem sido uma das alternativas para pecuaristas que querem aproveitar o aquecimento do mercado de corte e leite. Anualmente, o número de fêmeas inseminadas cresce em torno de 12%. Somente a Alta Genetics, uma das maiores empresas de melhoramento genético bovino do mundo, comercializou 4 milhões de doses de sêmen bovino em 2014. Em torno de 65% das vendas foram destinadas ao gado de corte. As outras 35% para gado de leite. Porém os números ainda são muito tímidos. No cenário atual, apenas 10% das mais de 90 milhões de fêmeas em idade reprodutiva no Brasil são inseminadas.
Gerente de Mercado da marca, Tiago Carrara, destaca que a inseminação é o meio mais eficiente e barato para o produtor aumentar seu rebanho. “Existem estudos comprovando que o custo para inseminar uma vaca é mais baixo do que manter o touro de monta natural na fazenda. Hoje o produtor paga em torno de R$ 2,5 mil por um botijão com material suficiente para inseminar 100 vacas”.
O desenvolvimento de novas técnicas de aplicação é outra facilidade apontada por Carrara. Ele cita a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), que consiste numa tecnologia que permite inseminar um grande número de vacas em dia e hora pré-determinada, sem a necessidade de observação de cios. “Ela garante melhores resultados na produção em larga escala. Antes da IATF, produtores com grandes rebanhos tinham dificuldades de adotar a inseminação em suas propriedades”. Entre os benefícios apontados ele, estão o aumento da produtividade, tanto de carne quanto de leite, precocidade sexual das fêmeas e melhor qualidade da carne. “Sem contar a melhoria na gestão zootécnica da fazenda, já que o produtor passa a ter um controle melhor dos procedimentos adotados”.
Para 2015, as projeções do segmento continuam boas. Porém, segundo o presidente da Alta no Brasil, Heverardo Rezende Carvalho, é preciso uma conscientização maior dos criadores. Ele lembra que há diversas tecnologias disponíveis para a produção pecuária, ainda pouco adotadas, que garantem dobrar ou triplicar a produtividade sem utilizar nenhum metro quadrado a mais de terra.
“Precisamos mostrar, de forma eficiente e com dados comprobatórios, de como a inseminação é importante para a produção de qualidade. Somos o maior exportador mundial de carne e podemos ser, sem dúvida, de leite também”. A Alta Genetics possui 82 escritórios no Brasil, sendo 7 deles em Mato Grosso. Centrais de coleta da empresa também estão localizadas no Canadá, Estados Unidos, Holanda, China e Argentina.
Fonte: Jornal A Gazeta/MT.

