Abamectina doramectina e Ivermectina

Abamectina doramectina e Ivermectina vermífugos para bovinos

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Diferença entre a Ivermectina e a Abamectina 

Diferença entre vermífugos para bovinos. – Diferença entre vermífugos para bovinos.

Os vermífugos têm importante papel na pecuária. São responsáveis por manter os animais saudáveis ao prevenir diversas doenças. Com uma grande oferta no mercado, você sabe a diferença entre vermífugos para bovinos e o melhor para sua propriedade? Continue com a gente e entenda mais sobre o assunto.

Os parasitas diminuem a produtividade do rebanho, pois competem com os animais os nutrientes fornecidos no pasto e também em suplementos. Relembrando que a melhor época para aplicação do vermífugo é entre a seca e o início das águas. Período de maior incidência devido a falta de chuvas.

Entre os vermífugos para bovinos mais usados no Brasil estão: ivermectina, doramectina, abamectina e moxidectina. Vamos explicar a função de cada um para você decidir a opção mais indicada.

Confira a diferença entre vermífugos para bovinos

Ivermectina: é uma molécula utilizada há anos no Brasil. Por isso, é possível que os bovinos tenham adquirido uma resistência aos seus efeitos. Ao aplicá-la, é importante acompanhar se os resultados estão realmente eficazes. Existem quase 100 diferenciações no mercado brasileiro. Por isso, a importância de sempre utilizar produtos de marcas confiáveis.

Abamectina: não é indicada para animais com idade inferior a quatro meses. Ou aqueles que estão em fase de desnutrição. O risco nesses bovinos é de intoxicação que levar causa a morte.

Doramectina: endectocida (trata parasitas internos e externos) muito utilizada para tratamento de bicheiras, conhecidas também como miíases. É segura e muito utilizada para curar umbigos de bezerros.

Moxidectina: muito utilizada na fase de terminação do gado. Combate os parasitas não interferindo na conversão alimentar, muito importante nessa época.

Ainda, amigo produtor, fica o lembrete de sempre fazer uso de produtos, medicamentos e suplementos reconhecidos no mercado. Muitas vezes, o barato sai caro. O bem-estar dos seus animais é mais importante que tudo. Cuidar bem deles é zelar do seu próprio negócio.

Ainda tem dúvida sobre como acabar com os parasitas? Acesse a dica e aprimore seus conhecimentos: Como acabar com a verminose em bovinos.

É preciso saber diferenciar marcas e produtos nos vermífugos bovinos, a ivermectina, por exemplo, é uma molécula. No entanto, existem mais de 95 marcas comerciais de produtos espalhadas pelo mercado”.

O gerente de endectocidas da Unidade Bovinos da Pfizer Saúde Animal, Miguel Domingues Júnior, afirma que realmente existem muitos produtos disponíveis para a venda, que podem confundir aqueles que tem pouco costume com essas substâncias. Além de haver diferenciações entre os tipos de moléculas que compõem os produtos, há também as diferenciações em relação à concentração do princípio ativo e ao tipo de veículo utilizado na formulação, estando este último associado à maior ou menor disponibilidade do ativo na circulação e nos tecidos alvo e ao seu tempo de ação.

Para Domingues, diante de tantas opções, a definição do produto ideal depende de uma série de fatores, tais como: propósito do tratamento (Controle Parasitas internos, Controle de carrapatos, Míiases, Controle de bernes); categoria animal (bezerros recém-nascidos, bezerros desmamados, recria, terminação); nível de desafio e infestação/infecção; raça dos animais; histórico de uso de antiparasitários x percepção de eficácia; dentre outros. Assim, a indicação mais adequada para qualquer dúvida que o usuário venha a ter é procurar um médico veterinário.

Tipos de Antiparasitários

Primeiramente, é importante ressaltar que embora o senso comum considere vermífugo como sinônimo de antiparasitário, há que se destacar que tal denominação aplica-se apenas aos produtos que combatem exclusivamente os parasitos internos – vermes gastrointestinais e pulmonares. Os produtos que combatem os parasitas externos – carrapatos, moscas, larvas das miíases, dentre outros – por sua vez, são denominados ectoparasiticidas. Há, por fim, a categoria de produtos que age tanto em parasitas internos quanto em parasitas externos, os quais recebem o nome de ENDECTOCIDAS.

Os endectocidas, da família das LACTONAS MACROCÍCLICAS, sendo eficazes no controle tanto dos parasitas gastrointestinais e pulmonares quanto dos parasitas externos. Cada uma delas possui características próprias, devendo ser escolhida conforme o principal problema instalado na propriedade e com base no levantamento das demais variáveis citadas anteriormente (categoria animal, histórico de uso de produtos x resultados obtidos, nível de infestação/infecção, etc.). A consideração dessas variáveis no momento de escolha do produto é fundamental para o sucesso do tratamento e para a segurança de seu rebanho.

A Abamectina, por exemplo, é um endectocida com amplo espectro de ação, mas é contra indicada para animais com menos de 4 meses ou para animais debilitados e magros, podendo ocasionar intoxicação e morte de animais. No controle de miíases (bicheiras), por sua vez, embora haja algumas opções dentre os endectocidas, o princípio de eleição é a Doramectina, uma vez que apresenta resultados muito superiores no combate a este tipo de parasita, sendo uma molécula extremamente segura e usada inclusive em bezerros recém-nascidos para a prevenção de miíases (bicheiras) no umbigo.

Por outro lado, de nada adianta utilizar o mesmo princípio ativo (muitas vezes mudando apenas a marca do produto) em rebanhos em que tenha sido constatada a baixa eficácia em tratamentos passados (produto “não funcionou”). Esse é um problema muito comum quando falamos, por exemplo, das ivermectinas. Ainda que seja uma boa molécula, o fato de ter sido largamente utilizada nas últimas décadas trouxe-nos o sério problema do surgimento de parasitas resistentes a este princípio.

Fases da Vida

A escolha do melhor vermífugo a ser utilizado depende muito da fase da vida do animal. A doramectina, aplicada numa concentração maior – 3,5% – é ideal para a fase da desmama. “Este é um momento crítico na vida do bezerro. O estresse gerado pela desmama associado a época do ano em que ocorre (usualmente no início da seca) comprometem a imunidade do animal, aumentando sua susceptibilidade aos parasitas. Além disso, o animal passa a ter contato mais intenso com o pasto para se alimentar (lembrando que o pasto é o local onde ocorre parte do ciclo de vida dos parasitas – fase de vida livre) aumentando a chance de infecção. Desta forma, a aplicação do vermífugo com princípio diferenciado e em maior concentração vai agir em duas frentes: a primeira aumentando a aniquilação parasitária (em função da maior potência do produto) e a segunda fazendo com que o efeito perdure, proporcionando maior proteção ao animal e maior segurança e produtividade ao produtor.

Outro exemplo crítico da aplicação efetiva dos vermífugos em determinada fase é o seu uso na terminação, quando o animal está a poucos meses do abate. Nesse caso, Domingues afirma que é muito comum a aplicação de outro endectocida: a Moxidectina. “Nessa fase de vida do animal, o produtor busca aumentar ao máximo a produtividade e o ganho de peso. Nessa hora os parasitas comprometem o desempenho do animal por competir pelo alimento, interferindo na conversão alimentar. A Moxidectina, por ser uma molécula exclusiva, potente e eficaz mesmo contra cepas resistentes às ivermectinas, possibilita o combate dos parasitas de forma eficiente, garantindo resultados superiores.

Fonte: Compre Rural / Boi saúde.


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