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Abates de animais em Brumadinho

Somente animais que não podem ser resgatados são abatidos em Brumadinho.

Animais que foram recuperados com vida estão um sítio próximo, onde estão recebendo medicamentos, cuidados e alimentação.

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O rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG) também afetou os animais. A Defesa Civil de Minas Gerais divulgou nesta terça-feira (29/1), em nota, que alguns bichos não poderão ser resgatados. “Existem animais que não reúnem condições para resgate com vida em decorrência do estado e características do local do desastre. Para esses casos, uma equipe de veterinários está apta a realizar a eutanásia por meio de injeção letal”, informa o comunicado.

Segundo o órgão, os animais que foram recuperados com vida estão um sítio próximo, onde estão recebendo medicamentos, cuidados e alimentação. De acordo com a Vale, até o momento foram 26 bichos resgatados com vida. O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e outras entidades ambientais estão acompanhando as atividades.

A Defesa Civil de Minas também declarou que o procedimento de eutanásia é realizado apenas por profissionais veterinários em casos classificados como extremos. Ou seja, quando os bichos estão em estado muito comprometido e sem possibilidade de recuperação.

Os animais que estão vivos mas seguem nas regiões do desastre, cobertos de lama, também estão recebendo cuidados, conforme informou a Defesa Civil mineira. “Cabe ressaltar que, em nenhum momento, houve autorização por parte do Gabinete Militar do Governador/Coordenadoria Estadual de Defesa Civil para o abate de animais aleatoriamente ou por meio de métodos em desacordo com as normas”, diz a nota.

Na segunda-feira (28/1), o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) determinou que a Vale deveria resgatar os bichos prejudicados, fornecendo “equipe capacitada, medicamentos, alimentos, maquinários e todo e qualquer meio adequado ao resgate, acolhimento e tratamento dos animais agonizantes”.

O documento ainda indica que o trabalho não pode atrapalhar a atuação dos bombeiros para o resgate de vítimas humanas. Caso a mineradora não cumpra a determinação, poderá ser multada em R$ 50 mil por dia, além de incursão no crime de desobediência.

A Vale emitiu um comunicado afirmando que cerca de 50 pessoas estão trabalhando para resgatar os bichos nas margens do rio Paraopeba. “A ação é coordenada pela equipe de biólogos Vale em parceria com o Conselho Regional de Medicina Veterinária, sendo que este mobilizou voluntários para auxiliarem nas ações”, informa.

A mineradora declarou que foram estabelecidos centros de atendimento para os animais, onde eles estão sendo acolhidos. Há ainda uma unidade de atendimento móvel, responsável pelos primeiros atendimentos aos bichos.

FONTE: REDAÇÃO GLOBO RURAL.

Otavio Culler

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Otavio Culler

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