Com menos pastagens, confinar vira tendência

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A concorrência por espaço entre a pecuária de grandes culturas reforça o uso da técnica de confinamento com tendência em Mato Grosso do Sul. De acordo com o presidente da Assocon (Associação Nacional dos Confinadores) e pecuarista, João Borges dos Santos, o Estado tem grande potencial para crescer em nove anos no número de confinadores. “Com cada vez mais plantações de floresta e grãos, soja, milho entre outros, está diminuindo a quantidade de pastos, o que, leva ao aumento de confinamentos”, comenta. Segundo Borges, Goiás lidera no quesito de confinamentos, seguido de Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e depois Mato Grosso do Sul.

 

O confinamento é uma boa estratégia para o pecuarista ampliar o ganho de peso do rebanho com rapidez, mas para isso demanda um planejamento prévio e uma boa execução. O confinamento de terminação também é uma forma de manejo para aliviar os pastos na seca; aumentar o giro da fazenda já que se reduz a idade de abate dos animais; de colocar no mercado uma carne de melhor qualidade e aumentar a produção do produto por área. Outra vantagem do confinamento é a possibilidade de o produtor conseguir preços melhores de venda dos bovinos.

 

“Conhecido por sua pecuária baseada na criação extensiva do gado bovino, com os animais tratados soltos no pasto, o Brasil já está pronto para fazer o sistema intensivo de engorda conhecido como confinamento decolar”, avalia o banco holandês Rabobank em relatório publicado pelo jornal Valor Online.

 

Até 2013, confinamento vai chegar a 2,5 mi de t Pelas projeções do Rabobank, a participação da carne bovina oriunda de gado criado nos confinamentos passará do atual patamar de 10% para quase 20% em 2023, saltando de 0,9 milhões de toneladas de carne bovina para 2,5 milhões de toneladas. Conforme o relatório, acredita-se que a indústria brasileira de carne bovina está à beira de uma mudança na direção de uma rápida intensificação.

 

Além disso, o cenário de menores preços dos grãos como soja e milho os principais insumos da ração dos bovinos no confinamento nos próximos anos também é um incentivo. A atividade de confinamento é beneficiada pelo menor custo da dieta.

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Fonte: Jornal O Estado MS.


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