Projeto: Pecuária e preservação nos pampas

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Conheça o novo projeto que promove pecuária e preservação nos pampas. Esforço conjunto do Estado gaúcho com a Emater é destaque do Rebanho Gordo desta semana.

 

A pecuária extensiva, principal atividade econômica da Campanha gaúcha, se beneficia da abundância de forragens nativas: o Pampa é o bioma campestre mais biodiverso do planeta. Historicamente, a média de ganho de peso no estado com os animais se alimentando em campo nativo é de 60 quilos por hectare ao ano. Entretanto, o RS Biodiversidade, programa da Secretaria do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), está ajudando o pecuarista da região da Campanha gaúcha a manejar corretamente os campos nativos deste bioma, que corresponde a 63% do território do Estado.

 

Pecuaristas como o Genuíno Trindade, de Santana do Livramento (RS), estão aprendendo a manejar corretamente os campos para aumentar a produção de carne. Há um ano, sob orientação dos técnicos da Emater, 44 dos 192 hectares da propriedade foram divididos em 14 piquetes para a adoção do pastoreio rotacionado no campo nativo. O objetivo é aumentar a produção de carne por hectare e garantir a preservação da biodiversidade do sistema.

 

– Vai fazer um ano que estamos usando e já temos bastante resultado. – declarou o produtor.

 

O manejo correto tem se mostrado vantajoso até mesmo durante o inverno, período em que a vegetação nativa entra em dormência. Na região é comum o gado perder peso na época do frio por falta de pastagem. Na fazenda de Wanderley Custódio, também em Santana do Livramento, esse ano isso não aconteceu.

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– Pelo menos não perdeu peso. Não ganhou, mas também não perdeu. Manteve. – esclareceu Custódio.

 

Mas as pesquisas apontam que só com o manejo correto da vegetação, tanto no pastejo contÍnuo, quanto no rotacionado, é possível passar para mais de 200 quilos por hectare ao ano – garantindo a preservação do bioma. Além do sistema rotacionado, o RS Biodiversidade repassa também formas de manejo sustentável para o pastejo contínuo, o mais comum na região.

 

– Na lógica de pastejo contínuo, diminuindo a quantidade de animais permitindo que o pasto cresça. O desafio é convencer o pecuarista a diminuir um pouco de animais, porque assim ele vai ter menos animais, mas vai acabar mais rápido. Eles vão comer mais pasto e mais pasto de qualidade. – formulou o engenheiro agrônomo Leonardo Alonso Guimarães, da Emater.

 

Fonte: CANAL RURAL.


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