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Transporte inadequado de gado gera perdas ao pecuarista

Transporte inadequado de gado faz pecuária perder até R$ 154 por animal.

Conclusão é do projeto Medida Certa, desenvolvido pela Acrimat.

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Pesquisa avaliou o trajeto feito desde a fazenda até o frigorífico.

 

As perdas financeiras pelo transporte incorreto de bovinos que seguem para o abate podem chegar a R$ 154 por animal, disse nesta sexta-feira (22) a Associação dos Criadores de Mato Grosso, em uma referência às conclusões do projeto “Na Medida”.

 

De acordo com a entidade, as condições podem contribuir para o aparecimento de contusões no gado, perda de peso, estresse e até a morte do animal. O transporte feito por estradas em condições precárias também implica em aumento de custo para o produtor e, consequentemente, na redução da renda gerada pela pecuária, disse a entidade.

 

A pesquisa monitorou o transporte dos animais desde a saída das fazendas até as indústrias. O superintendente da Acrimat, Luciano Vacari, diz que a melhoria nas condições das estradas ajuda a minimizar os prejuízos. “A cobrança para a melhoria das rodovias é constante e um pedido antigo do setor. Além das perdas na carcaça, o frete tem encarecido o custo de produção da pecuária mato-grossense”, disse.

 

O coordenador do projeto e professor da Unesp, Roberto de Oliveira Roça, explica que as contusões geradas durante o transporte ineficiente dependem também da condição sexual e estado físico dos animais.

 

“Animais mais debilitados são mais susceptíveis às contusões. Machos inteiros são mais resistentes às condições inadequadas de transporte que provocam contusões, porque são mais fortes e resistem melhor às turbulências que ocorrem durante a viagem”, diz. Segundo ele, fêmeas são mais susceptíveis por serem mais fracas e vacas de descarte apresentam maiores contusões devido à idade e ao estado físico.

 

O projeto “Na Medida” observou ainda que a perda de peso dos animais inteiros foi de 2,68% em relação ao peso vivo. Considerando somente as vacas, a perda média de peso foi de 4,28%, pontou ainda a Acrimat.

 

“Mas houve casos em que o lote perdeu até 42kg em média por animal durante o transporte, representando 8,3% do peso vivo dos animais”, conta Roça. O coordenador da pesquisa destaca que a aplicação de boas práticas desde o processo de vacinação do gado, manejo na propriedade rural, embarque, transporte e desembarque no frigorífico poderiam diminuir com as perdas.

 

“Uma melhoria em todas as etapas de pré-abate, produzirá carcaças com menos perdas para o produtor e carne de melhor qualidade. A melhoria das condições das estradas é fundamental para a toda a cadeia produtiva da carne”, finaliza.

 

Reação vacinal

A reação vacinal pode provocar perdas de até R$ 50 por animal. Os prejuízos econômicos, provenientes de descarte de carnes, são causados por vários fatores, entre eles a aplicação inadequada das doses e a composição das vacinas. A constatação foi o primeiro resultado do projeto “Na Medida”, divulgado pela Acrimat. De acordo com o estudo, considerado o valor da arroba do boi em R$ 115, as perdas por reação vacinal podem chegar a aproximadamente R$ 50 por animal.

 

Projeto “Na Medida”

O projeto “Na Medida” foi desenvolvido em parceira entre a Acrimat, a Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus de Botucatu-SP, e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus de Sinop (MT). Duas empresas (Beckhauser e Frialto) também participaram da pesquisa.

 

O objetivo, de acordo com a Associação, é reconhecer os pontos de divergências entre produtores e frigoríficos com relação a rendimento de carcaça. Os animais encaminhados para o abate passaram por cinco pesagens, sendo duas na propriedade, uma no ‘balanção’ da cidade, uma na balança Peso Vivo, que pertence a Acrimat e está instalada dentro do frigorífico, e por último a pesagem de carcaça.

 

Fonte: G1 MT.

Equipe Agron

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