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Condições climáticas em 2021

Secretaria da Agricultura de São Paulo e Fundag alertam para as condições climáticas em 2021.

Estudos meteorológicos são uma ferramenta importante para extensão rural, que trabalha diretamente com a linha de frente, ou seja, os produtores rurais.

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Os aspectos das mudanças climáticas globais têm sido alvo de intenso estudo desde a década de 1980, que avaliam os efeitos que esta anomalia ocasiona no planeta e as implicações para a economia e a vida em sociedade. “Dando continuidade aos esforços de acompanhamento e estudo do clima, a Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS) de São Paulo vem preparando um acordo de cooperação técnica com a Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária (Fundag) e já apresenta há três meses boletins climáticos como resultado desses esforços”, afirma o engenheiro agrícola Antoniane Roque, que atua no Centro de Informações Agropecuárias (Ciagro), unidade da CDRS.

Os relatórios relativos aos meses de outubro e novembro, que levavam em consideração o índice pluviométrico, as condições de solo e a influência da seca nos plantios, já se encontravam disponíveis para uso dos técnicos da extensão rural e pesquisadores. Agora, com o lançamento da terceira publicação, já prevendo as condições para o início do próximo ano de 2021, todos os resultados dos estudos, os prognósticos e as indicações, com mapas e tabelas, estão sendo disponibilizados a todos os interessados no site da CDRS http://www.cdrs.sp.gov.br, bem como no site http://www.ciiagro.sp.gov.br.

O último, lançado agora em dezembro, diz em sua sinopse do trabalho que demonstra as condições hídricas com consequência hidrológica no Estado de São Paulo: “As análises foram baseadas no Índice Padronizado de Precipitação (SPI) e no Índice Padronizado de Precipitação e Evapotranspiração (SPEI). Os resultados apresentados em forma de mapas, e os índices em escala mensal a até bienal demonstram que embora o mês de novembro tenha apresentado no início da segunda quinzena um volume razoável de precipitação, esta quantidade e mesmo sua variabilidade espacial foram muito desiguais, indicando que as condições de restrição hídrica ainda permanecem no Estado, afetando, em especial, o desenvolvimento das culturas de verão, e trazendo indicações de que o prognóstico hídrico não é totalmente favorável. Análises de precipitação e SPI bienal históricos reforçam as condições de seca atuais.”

Ter estes estudos feitos mês a mês e avaliados pelos técnicos faz com as ações possam ser previstas, assim como alertas aos produtores de cada região específica. “Os estudos são uma ferramenta importante para a extensão rural, que trabalha diretamente com a linha de frente, ou seja, os produtores rurais”, afirma Antoniane Roque, frisando a importância desses acompanhamentos. “Pretendemos que, em 2021, possamos dar continuidade a estes estudos, para oferecer ações direcionadas a cada região do Estado de São Paulo, visando reduzir os impactos e os riscos nos plantios do próximo ano”, argumenta o técnico. E finaliza: “A experiência e o apoio incondicional do pesquisador aposentado do Instituto Agronômico (IAC) Orivaldo Brunini têm sido fundamentais em todos os estudos sobre o clima que vêm sendo feitos desde então, estando à frente das pesquisas relacionadas à meteorologia”. Embora aposentado, Orivaldo Brunini continua trabalhando junto à Fundag e em apoio ao Ciiagro – Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas do Estado de São Paulo, unidade vinculada ao IAC.

A pesquisadora do IAC, Angelica Prela Pantano, informa que atualmente, além do Ciiagro, o IAC oferece em sua página o Clima IAC (www.clima.iac.sp.gov.br), onde disponibiliza dados climáticos (temperatura, precipitação e umidade relativa do ar), oriundos de estações meteorológicas instaladas em áreas pertencentes à Secretaria. “A partir de janeiro de 2021, estarão disponíveis produtos como Balanço Hídrico Sequencial Decendial e Boletins Climáticos Mensais, coordenados pela pesquisadora Dra. Angelica Prela Pantano e equipe da Climatologia, com apoio do Consórcio de Pesquisas Cafeeiras do Brasil, Fundag e Rural Clima”, diz a pesquisadora.

Estudos têm sido realizados desde a década de 1980 por diversos órgãos e/ou instituições

Os aspectos das mudanças climáticas globais têm sido alvo de intenso estudo desde a década de 1980, assim como os estudos e os efeitos que esta anomalia ocasiona no planeta e as implicações para a economia e a vida em sociedade.

O Relatório Mudança do Clima 2007: Impactos, Adaptação e Vulnerabilidade à Mudança do Clima, publicado em abril de 2007 pelo IPCC, indica que “as evidências obtidas por meio de observações de todos os continentes e da maior parte dos oceanos mostram que muitos sistemas naturais estão sendo afetados pelas mudanças climáticas regionais, principalmente pelos aumentos de temperatura”.

O aquecimento global terá reflexos em setores e sistemas diversos, como, por exemplo, os recursos hídricos (inclusive a geração de energia), os ecossistemas, as florestas, a produção de alimentos, os sistemas costeiros, a indústria, as populações humanas e a saúde. Nesse cenário, os países em desenvolvimento são mais vulneráveis à mudança do clima, em função de que (I) os efeitos das mudanças climáticas serão mais intensos no hemisfério sul, onde se concentram as nações menos desenvolvidas; e (II) eles têm menor capacidade – tecnológica e financeira, por exemplo – de responder à variabilidade climática. A vulnerabilidade do Brasil manifesta-se sob diversos aspectos, como, por exemplo: aumento da frequência e intensidade de eventos climáticos extremos (enchentes e secas), com perdas na agricultura e ameaça à biodiversidade; mudanças do regime hidrológico, com impactos sobre a capacidade de geração hidrelétrica; e expansão de vetores de doenças endêmicas.

Em decorrência das mudanças climáticas, vários desafios se impõem, como: (I) melhorar o entendimento e a adaptação às mudanças no clima e à variabilidade natural (eventos severos); (II) produzir melhor zoneamento agroclimático (diferentes solos, restrições ambientais etc.); (III) equacionar produção de alimentos e bioenergia; reduzir drasticamente as queimadas e o desmatamento; uso de áreas já degradadas); (IV) aumentar a produtividade, porém utilizando práticas agrícolas que reduzam as emissões de GEE; (V) integrar as ações estratégicas de política e planejamento, pesquisa e desenvolvimento e prevenção de desastres naturais.

A reunião mundial sobre clima, realizada em 2009 em Genebra – Suíça, recomenda que os produtos e serviços para suporte à agricultura e outros setores da sociedade sejam cada vez mais implementados e tornados de mais fácil acesso e entendimento aos diversos ramos envolvidos. (*Texto de apresentação da Rede Data Clima).

Rede Data Clima – A Secretaria da Agricultura Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio de seus técnicos e pesquisadores, da CDRS e da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) − com apoio da Fundag e suporte de organismos como o Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), Ciiagro, Infoseca e Siaseca − têm a função de dar as melhores opções e maneiras de mitigar os efeitos dos extremos climáticos e da vulnerabilidade da agricultura e ambiente às adversidades meteorológicas.

FONTE: DATAGRO.

Douglas Carreson

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