Produtores priorizam safra de verão
Produtores priorizam safra de verão e trigo segue travado no Brasil.
O mercado brasileiro de trigo chega ao meio da semana com ritmo ainda calmo de comercialização no país, tendo em vista que boa parte dos agentes do mercado seguem voltados para a colheita da safra de verão, com destaque para a cultura da soja.
A liquidez do mercado tritícola deverá voltar a crescer assim que houver o encerramento dos trabalhos de colheita da soja, bem como a volta da indústria as compras. Os moinhos atualmente seguem com estoques alongados, principalmente por aproveitar negócios pontuais a preços mais atrativos.
O mercado internacional, apesar de apresentar queda em Chicago, segue elevado, pelas paridades de importação, em decorrência do crescimento significativo da taxa cambial, retirando competividade do produto argentino, principal fornecedor do trigo ao Brasil. Vale ressaltar, porém, que o mercado seguirá buscando o produto no mercado externo, já que a disponibilidade interna não é suficiente para suprir a demanda nacional.
Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços mais altos. O mercado se recuperou tecnicamente frente às perdas recentes, em meio ao corte nos estoques de petróleo dos Estados Unidos, enquanto o mercado trabalhava com um indicativo de aumento na produção.
A decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de manter inalterada a taxa de juros na faixa entre 2,25% e 2,50%, em uma decisão unânime, também soou positiva aos preços do cereal. A medida gera um sentimento de menor aversão ao risco por parte dos investidores, uma vez que sinaliza que valores que seriam direcionados ao pagamento da dívida do país poderão ser direcionados a outros tipos de investimentos.
Completou o cenário positivo a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que as negociações comerciais com a China vão bem, ainda que as tarifas serão mantidas por um período de tempo.
Os contratos com entrega em maio de 2019 foram cotados a US$ 4,64 3/4 por bushel, com alta de 8,25 centavos, ou 1,80%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em julho de 2019 foram negociados a US$ 4,70, ganho de 7,25 centavos de dólar, ou 1,56%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com queda de 0,60%, sendo negociado a R$ 3,7670 para venda e a R$ 3,7650 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,7390 e a máxima de R$ 3,7990.
Fonte: Safras e mercado.

