Pico de produção de leite foi em dezembro

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Pico de produção de leite foi em dezembro no Brasil Central e região Sudeste.

Os preços do leite ao produtor caíram pelo quarto mês consecutivo. Segundo levantamento da Scot Consultoria, a média nacional ficou em R$1,138 por litro, sem o frete.

No pagamento realizado em dezembro/18, houve recuo de 3,0% frente ao pagamento anterior.

Fazendo um balanço do ano, de janeiro a julho o preço médio nacional subiu 21,3% e de lá para cá caiu 8,7%.

Na comparação com o mesmo período de 2017, o produtor está recendo 9,6% a mais este ano.

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A produção em alta, a demanda interna caminhando sem muitas novidades e o grande volume de leite em pó importado, que pressiona os preços do produto no mercado interno, são os principais fatores de baixa.

Do lado da captação, a produção nacional cresceu 0,7% em novembro, na comparação mensal, segundo o Índice Scot Consultoria de Captação. Em dezembro, o aumento foi de 0,1%, frente à captação no mês anterior.

As maiores médias diárias em termos de captação de leite foram registradas nas primeiras semanas de dezembro. Foi o pico de produção em importantes bacias como Minas Gerais, Goiás e São Paulo.

Para o pagamento a ser realizado em janeiro/19, que remunera a produção entregue em dezembro/18, 68% dos laticínios pesquisados pela Scot Consultoria acreditam em queda no preço do leite e os 32% restantes falam em manutenção, em relação ao pagamento anterior.

No Brasil Central e região Sudeste o viés é de manutenção, segundo a maioria das empresas consultadas, mas quedas não estão descartadas.

Já no Nordeste, com as chuvas e produção de leite aumentado, 92% dos laticínios acreditam em queda no preço pago ao produtor no pagamento a ser realizado em janeiro/19.

Para fevereiro, o tom do mercado é de estabilidade a ligeira alta no preço do leite para o produtor.

Custo de produção do leite subiu 6,6% em dezembro/18, na comparação anual

Os custos de produção da atividade leiteira ficaram praticamente estáveis em dezembro/18, na comparação mensal. Segundo o Índice Scot Consultoria, houve ligeiro recuo de 0,1% em relação a novembro último.

O recuo nos preços dos combustíveis e dos fertilizantes contrapuseram as altas nas cotações dos alimentos concentrados (destaque para o milho) e produtos para sanidade.

Apesar do recuo, em relação a dezembro de 2017, ou seja, na comparação anual, os custos subiram 6,6% este ano.

Com relação a margem para o produtor de leite, o preço pago pela produção caiu em maior proporção frente aos recuos nos custos, estreitando a margem da atividade em dezembro último.

Para 2019 a expectativa é de custos de produção menores, com o aumento da oferta de milho e soja e com o câmbio pesando menos em relação a esse ano.

Este fato somado a expectativa de preços melhores para o leite deverá refletir em melhoria da margem para o produtor no ano que vem, principalmente no primeiro semestre.

Importações de lácteos cresceram 27,8% em volume no segundo semestre de 2018

Depois do forte incremento nas importações brasileiras de lácteos em outubro na comparação mensal, o montante reduziu em novembro e dezembro últimos.

Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), em novembro, o país importou 3,0% menos em volume, em relação ao mês anterior. Os gastos também caíram, 6,7%, somando US$52,30 milhões.

O principal produto adquirido foi o leite em pó. E os principais fornecedores de lácteos ao Brasil, em volume, no mês, foram a Argentina (76,6%) e o Uruguai (19,6%).

Apesar da redução na comparação mês a mês, frente a igual período do ano passado, volume e faturamento estão 97,1% e 88,7% maiores, respectivamente.

Em dezembro, o volume importado diminuiu 42,6% em relação a novembro, mas foi 13,6% maior que o importado em igual período de 2017.

No acumulado de 2018, a importação de lácteos recuou 9,9% em volume e os gastos caíram 14,1% na comparação com 2017. No entanto, isso ocorreu por conta de um primeiro semestre fraco, considerando que na segunda metade do ano o país importou 27,8% mais que igual período do ano anterior.

Fonte: Scot Consultoria.


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