CNA defende agropecuária sustentável em Fórum do Estadão.
O painel também abordou questões relacionadas ao prazo na liberação de novas tecnologias no País.
“Para produzirmos o que se produz hoje, com a tecnologia de 40 anos, teríamos que ter avançado em mais 170 milhões de hectares. Esse ‘não avanço’ é uma poupança ambiental para o mundo. Isso tudo é investimento em tecnologia, verticalização da produção.”
O painel também abordou questões relacionadas ao prazo na liberação de novas tecnologias no País. Para Nelson Filho, qualquer tecnologia inovadora que seja incorporada à produção reflete no aumento da produtividade e no melhor uso dos recursos naturais dentro da propriedade.
“A inovação é muito favorável e de fácil assimilação pelo produtor, porém, precisamos criar meios para que tanto grandes quanto médios e pequenos produtores tenham acesso à tecnologia, porque só assim conseguiremos avançar de forma sustentável. Temos vários desafios, mas com tecnologia poderemos usar cada vez melhor os recursos naturais.”
Os painelistas também discutiram a importância da certificação na produção agropecuária como forma de agregar valor aos produtos brasileiros. Segundo o coordenador da CNA, a certificação é um caminho. No entanto, pelo fato da atividade agropecuária brasileira ser heterogênea, esse mecanismo não pode se tornar uma barreira não tarifária para os produtores.
Agropecuária e as questões climáticas
O debate também abordou a adoção das tecnologias de baixa emissão de carbono, como Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) e Recuperação de Pastagens Degradadas, para se produzir com sustentabilidade, e levantou a hipótese de o Brasil sair do Acordo de Paris, firmado entre 175 países para a promoção de ações que reduzam a emissão dos gases de efeito estufa.
Nelson Filho ressaltou que as tecnologias ABC já fazem parte das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) do Brasil para reduzir os feitos da atividade agropecuária no aquecimento do planeta.
“Porque as pastagens são degradadas? Porque geralmente as pastagens estão onde não há infraestrutura. É preciso fazer um investimento maciço e levar tecnologia ao produtor para recuperar essas pastagens, como ensiná-lo a fazer um terraço ou curva de nível. Essa é um tipo de tecnologia que recupera o solo e triplica uma produção.”
O coordenador reforçou ainda que o setor está pronto para contribuir com as ações brasileiras, estando o País ou não no Acordo de Paris.
“Estamos investindo em iLPF, tratando efluentes, recuperando florestas, etc. Isso é um diferencial que o produtor já faz. Temos um Código Florestal rígido que regula todas essas ações e o produtor aderiu ao Cadastro Ambiental Rural, ele tem endereço e se não cumprir a lei, vai ser notificado”, afirmou.
“É necessário descolar o produtor da visão de que ele exaure os recursos da sua propriedade. Temos hoje uma das agriculturas mais sustentáveis do mundo. Estando ou não no acordo, temos como comprovar.”
FONTE: CNA – CONFEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL.
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