Custos de produção dão trégua para o pecuarista de corte em março.
Em fevereiro passado foram produzidos no Brasil 494,4 milhões de pintos de corte.
Conforme a APINCO, em fevereiro passado foram produzidos no Brasil 494,4 milhões de pintos de corte, volume nominal 8,17% inferior aos 538,4 milhões de cabeças de um ano antes. Porém, como fevereiro de 2016 teve 29 dias, o índice real de recuo (isto é, considerada a produção média diária) foi um pouco menor, próximo de 5%.
Com esse resultado, o volume acumulado no primeiro bimestre de 2017, pouco superior a 1,030 bilhão de pintos de corte, registra queda nominal de 6,26% e real de 4,67% (já que o bimestre passado teve um dia a menos que em 2016).
Pelo mesmo raciocínio, o acumulado em 12 meses recuou 2,86% em termos nominais e 2,59% em termos reais. Os primeiros indicativos sobre a produção de março (cujos dados oficiais serão divulgados somente dentro de 30 dias) sugerem, conforme empresários do setor, volume novamente inferior ao do mesmo mês do ano passado (561,4 milhões de cabeças em março de 2016), ou, mesmo, inferior ao de janeiro de 2017 (535,6 milhões de cabeças).
O recuo, neste caso, nada tem a ver com os desdobramentos da ação da Polícia Federal, mesmo porque quando a operação foi divulgada (17 de março) já se encontravam em incubação pintos que nascerão até esta sexta-feira, 7 de abril. Ou seja: o volume previsto para março leva em conta os “feriadões” deste mês, Páscoa e Tiradentes, quando os abates estarão suspensos.
De toda forma há indícios de que, frente à quase paralisação das exportações nas duas últimas semanas de março, algumas empresas chegaram a retirar ovos das incubadoras nesse período. Se isso efetivamente ocorreu, a produção de março pode ter ficado ainda aquém do originalmente programado.
Fonte: Avisite.

