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Manejo de solo eleva níveis de produtividade

Elevar os índices de produtividade é um desejo de 99% dos agricultores. Contudo, elevar o nível de produção por área demanda investimento e dedicação por parte dos produtores. O cooperado Humberto Hiromitsu Uemura de Mauá da Serra é um exemplo de que é possível elevar o potencial produtivo de uma área.

A prioridade do agricultor sempre foi manter o solo o mais equilibrado possível por meio de correções. O esforço vale a pena, principalmente para quem conseguiu na última safra de inverno uma produtividade média de 190 sacas de trigo por alqueire, com pico de 254 sc/alqueire.

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Em soja, o agricultor chegou a produzir na safra 2015/16 172 sacas por alqueire, mas já chegou a atingir uma média de 180 sc/alqueire. Alcançar esses resultados não acontece de um dia para o outro. Segundo ele, foram anos de correção de solo para chegar a esse desempenho.

“Tudo começa com a eliminação do alumínio presente na terra, que é um dos maiores vilões da produtividade porque onde há excesso de alumínio as raízes das plantas não se desenvolvem”, observa Uemura. A partir daí, o foco do agricultor é equilibrar o PH (índice de acidez) do solo. Humberto afirma que sempre trabalha para ter um PH entre 5 e 6, números que concedem um aproveitamento de quase 100% do adubo utilizado.

Fazer as correções para reduzir o máximo possível a acidez é uma tarefa que o produtor deve seguir à risca. O próximo passo no processo de correção, observa Humberto, é averiguar o nível de fertilidade da terra. Junto com o engenheiro agrônomo Eizo Kuramate, o agricultor busca atingir um equilíbrio “perfeito” para receber a semente. Dos 15 anos trabalhando como agricultor, Uemura dedicou-se nos últimos seis anos exclusivamente para o trabalho de correção do solo.

Média de produtividade

A média de produtividade esperada para a safra 2016/17 nas lavouras paranaenses é de 139,6 sacas por alqueire, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O índice é abaixo do potencial de produção que o Estado pode obter se os produtores se preocupassem mais com a nutrição do solo.

Em 2017 um dos focos da Cooperativa Integrada é melhorar com a ajuda do seu corpo técnico a média de produtividade de seus associados, aproveitando o que a terra tem de melhor a oferecer. Produzir mais em uma mesma área ajuda o produtor a cobrir com mais folga os custos de produção e elevar a sua renda.

Fonte: Imprensa Cooperativa Integrada

gustavo henrique leite mota piesanti

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