Em Chicago, milho inicia sessão próximo da estabilidade
Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a semana com ligeiras movimentações, próximos da estabilidade. Na manhã desta segunda-feira (7), as principais posições do cereal se mantinham estáveis e apenas o vencimento julho/17 recuava 0,50 pontos, cotado a US$ 3,72 por bushel. O dezembro/16 mantinha o patamar de US$ 3,48 por bushel.
Essa é uma semana importante os mercados de commodities, já que amanhã (8), acontece a eleição presidencial nos EUA. Os americanos irão às urnas escolher entre Donald Trump e Hillary Clinton. E nos últimos dias o nervosismo em torno do assunto acabou influenciando o andamento das negociações em Chicago.
Por outro lado, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reporta seu novo boletim mensal de oferta e demanda na quarta-feira (9). “Para esse novo relatório de oferta e demanda, a perspectiva é que o USDA possa revisar para baixo a produtividade das lavouras americanas. Porém, não deve ser uma mudança significativa que altere o cenário da oferta. No caso da demanda, acreditamos que os números sejam mantidos”, disse a analista de mercado da INTL FCStone, Ana Luiza Lodi.
Ainda hoje, o departamento ainda divulga o relatório de embarques semanais, importante indicador da demanda. E no final da tarde, o USDA ainda reporta novo boletim de acompanhamento de safras, com os números da safra americana. Até a semana anterior, cerca de 75% da área plantada já havia sido colhida.
Com disputa entre compradores e vendedores, milho tem queda semanal de até 7,50% no mercado brasileiro
Mais uma vez, as cotações do milho no mercado interno registraram uma semana negativa. De acordo com o economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, em Rio Verde (GO), o preço caiu 7,50%, com a saca do cereal a R$ 37,00. Na região de Campo Grande (MS), a perda foi de 7,46%, com a saca do grão a R$ 31,00. Em Sorriso (MT), a saca do milho fechou a semana a R$ 25,00 e perda de 7,41%. Em Ponta Grossa (PR), a cotação caiu 5,26%, com a saca a R$ 36,00.
Na localidade de Campinas (SP), o preço recuou 4,81%, com a saca a R$ 39,60. No Oeste da Bahia, perda de 4,65%, com a saca a R$ 41,00. Em Avaré (SP), a cotação cedeu 4,12%, com a saca a R$ 34,19. Em Mato Grosso, nas praças de Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis, a queda ficou em 3,70%, com a saca a R$ 26,00. No Porto de Paranaguá, a saca ficou estável em R$ 33,00.
Frente à continuidade da queda de braços entre compradores e vendedores, os negócios com o cereal permanecem lentos. Além disso, os especialistas também reforçam que, muitas indústrias de ração têm se abastecido com o trigo ao invés do milho.
“Ainda assim, o quadro entre oferta e demanda não é de equilíbrio. Só teremos uma melhora com a chegada da safrinha em 2017. Inclusive, a segunda safra de milho já começa com uma perspectiva melhor, já que a soja, em grande parte das regiões tem sido plantada dentro da janela. Com isso, teremos muito milho dentro da janela ideal e caso o clima seja favorável poderemos ter uma boa produção”, acredita a analista de mercado da INTL FCStone, Ana Luiza Lodi.
Fonte: Notícias Agrícolas

