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Imea reduz estimativa de produtividade de milho em MT

Com safra menor, expectativa é de que a maior parte da produção seja direcionada para o mercado interno.

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) revisou para baixo a estimativa de produtividade para a safra de milho do Estado no ciclo 2015/2016. Em boletim semanal, a instituição informou que o rendimento das lavouras do Estado deve ser de 75,9 sacas por hectare.

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O número é de 3,5 sacas a menos em relação ao divulgado pelo próprio Imea em julho deste ano. Em comparação com a safra 2014/2015, a queda de produtividade é de 32,7 sacas por hectare, o terceiro pior desempenho considerando as últimas nove safras mato-grossenses.

Com 90% da produção já colhidos nas regiões produtoras mato-grossenses, não estão descartadas novas revisões, de acordo com o superintendente do Imea, Daniel Latorraca. “A colheita está no fechamento e podem ocorrer mais ajustes nesses números”, diz ele.

A estimativa de área foi mantida em 4,24 milhões de hectares. Com a produtividade menor, a estimativa de produção passou a ser de 19,33 milhões de toneladas, uma redução de 26,2% em comparação com a temporada 2014/2015.

“A escassez de milho que já se verifica em grande parte do Estado já ‘mexe’ com o quadro de demanda do cereal. Com os preços pagos pelo mercado interno superando os preços de exportação, o consumo interno deve ter um incremento de participação em relação à produção desta safra”, diz o Imea no relatório.

Na semana passada, o preço médio praticado no Estado foi de R$ 30,20, 0,27% abaixo da semana anterior. No entanto, o valor ainda é bem acima do praticado na mesma época no ano passado, quando estava em R$ 15,30.

Conab

Os números divulgados pelo instituto são mais otimistas que os da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), anunciados nesta terça-feira (9/8). Para a Companhia, as lavouras de Mato Grosso devem render 15,946 milhões de toneladas, 32,2% a menos que no ciclo 2014/2015.

A produtividade é estimada pelo Imea em 69,9 sacas por hectare (4.119 kg/ha), volume inferior ao registrado na safra 2014/2015, “reflexo do déficit hídrico que assolou o Estado, em conjunto com a semeadura de significativa parcela, cerca de um terço, fora da janela ideal”, diz o relatório.

Para os técnicos, algumas áreas com o cereal não devem nem mesmo ser colhidas em função das perdas na lavoura. A lavoura de milho abandonada servirá apenas para cobertura vegetal.

FONTE: GLOBO RURAL. POR: RAPHAEL SALOMÃO, DE SÃO PAULO (SP).

Carine Colim

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