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Preço mínimo do milho pode subir 47,4% em Mato Grosso

O preço mínimo da saca de 60 quilos do milho pode subir até 47,4% em Mato Grosso ante os atuais R$ 13,56. Um estudo é realizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O novo preço mínimo deverá variar entre R$ 17 e R$ 18, com possibilidade de chegar a R$ 20. O aumento é um anseio do setor produtivo mato-grossense antigo, pois o atual valor não vem remunerando diante os altos custos de produção.

O anúncio da realização do estudo partiu do ministro Blairo Maggi, durante entrevista em Cuiabá nesta semana.

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“Já está sendo estudado o novo valor do preço mínimo e esse é um bom momento para o produtor pleitear”, pontuou o ministro. O preço mínimo de R$ 13,56 pela saca de 60 quilos do milho em Mato Grosso está em vigor desde 2014.

Segundo Maggi, a variação do novo valor entre R$ 17 e R$ 18, com possibilidade de chegar a R$ 20, “seria uma sinalização muito boa para o produtor”. Ele ressaltou ainda que o governo federal não desembolsaria nada, “pois o mercado está aquecido neste momento”, ou seja, o governo federal não teria de realizar aquisição do cereal para auxiliar o setor produtivo.

Manutenção de estoques

Além do preço mínimo, o Ministério da Agricultura está estudando a manutenção de estoques do cereal. Conforme o ministro, dentro de 15 dias a “escassez” de milho no mercado interno, principalmente, deverá ser “resolvida” com o andamento da colheita em Mato Grosso e outros Estados produtivos.

Maggi afirma que a maior preocupação agora passa a ser com 2017, pois as vendas seguirão fortes, em especial para o mercado externo. “Mais uma vez vamos vender muito milho lá fora e aqui. Com a quebra de safra que tivemos neste ano safra a conta fechará, mas de novo ficará apertado”.

O ministro revelou que a situação vivida em 2016 está trazendo à tona outro ponto. “As empresas, sejam elas grandes, médias ou pequenas, as integradoras, não tinham uma política de comprar milho ao longo prazo para receber o ano todo. Sempre se comprou da ‘mão para a boca’. A oferta sempre foi maior que a demanda e, portanto não se sentia na obrigação de fazer aquisições a logo prazo. Estamos conversando com as empresas para que eles nesse sentido façam contratos de longo prazo com os produtores para evitar esse tipo de situação”.

Fonte: Olhar Direto.

Cristina Crispa

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