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Algodão e milho elevam as projeções

“O plantio da primeira e segunda safras de algodão já foi finalizado no Estado. No momento a cultura apresenta-se no estádio vegetativo e com os índices pluviométricos dentro do esperado, as lavouras têm apresentado um bom desenvolvimento criando a expectativa de que a produtividade será tão boa quanto a registrada na safra passada, tanto para o algodão de ciclo longo (primeira safra) quanto para o da segunda”.

Conforme levantamento realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), nesta safra, a cotonicultura está concentrada na segunda safra, já que mais de 82% da área semeada foi cultivada como opção de segunda época, percentual recorde em Mato Grosso para o período.

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Outra cultura muito creditada é o milho, que também é grande opção do produtor mato-grossense como cultura de segunda safra. “O clima ditará o tamanho da safra em todo o país, especialmente na região Centro-Oeste, uma vez que o atraso no plantio da soja, ocorrido na maior região produtora do país, poderá impactar o tamanho da oferta para o cereal”, alertam os analistas da Conab.

Em relação à área dedicada ao cereal, há um leve incremento em relação à safra anterior, mesmo com uma janela de plantio menor, mas que foi estendida por todo o mês de março. “Os bons preços praticados no mercado, aliado ao volume alto de comercialização futura (média 55% em Mato Grosso) incentivaram os produtores a plantarem o milho, mesmo com risco de perdas, devido ao eventual encerramento do período de chuvas coincidindo com a fase de maior demanda hídrica do milharal em abril”, completam os analistas.

Conforme a projeção do sétimo levantamento, a área do cereal ocupa 3,41 milhões de hectares, estando 1,7% maior que a anterior e a previsão de volume é para 20,33 milhões t, 0,1% acima do que foi computado pela Conab em 2015.

A SOJA – O carro-chefe do agronegócio estadual teve as projeções reduzidas neste levantamento. Com a colheita da safra 2015/16 já na reta final e estimativa aponta para uma oferta 0,2% inferior à contabilizada no ciclo passado, que passa 28 milhões t para 27,96 milhões t. A região mais avançada é o médio norte, que finaliza os trabalhos até o final de março. Em outras regiões, como o Vale do Araguaia e Xingu, a colheita perdurará até abril.

Como pontuam os analistas, há relatos de que em alguns municípios do médio norte e nordeste, existem cargas da oleaginosa sendo comercializadas com deságio em decorrência das avarias e umidade acima do padrão, em função do excesso chuvas na colheita e problemas pontuais de seca ocorrida por ocasião do plantio. “Em relação à produtividade, havia a expectativa de que no decorrer da colheita ocorresse uma recuperação situando em níveis comparáveis à última safra, fato que não se consolidou plenamente. Contribui para isso o fraco desempenho apresentado pelas variedades de ciclo longo, tendo em vista que estas lavouras sofreram mais com as condições climáticas adversas, ocorridas principalmente em fevereiro”.

BRASIL – A produção brasileira de grãos deve chegar ao recorde de 209 milhões t, o que representa aumento de 0,6% em relação à safra passada. O grande destaque continua sendo a soja, que deve atingir 98,9 milhões t (2,9 milhões a mais do que no ciclo anterior). Isto se deve ao aumento de 3,2% da área plantada.

A produção do milho primeira safra reduziu 8,5%, com estimativa de 27,5 milhões t, mas o de segunda safra cresceu 4,7% e deve alcançar 57,1 milhões. No balanço total da produção de milho, verifica-se que a colheita é semelhante à da safra 2014/15 e deve atingir 84,7 milhões t.

O feijão primeira safra recuperou a produtividade. O reflexo disso está no incremento de 62,6 mil toneladas. A produção deve chegar a 1,2 milhão t, apesar da queda na área plantada. No caso do arroz, houve uma quebra de 10,2%. Os motivos estão na área de menor plantio e no excesso de chuvas no sul do país.

O 7° levantamento da Conab aponta também que a área plantada deve alcançar 58,5 milhões de hectares, crescimento de 0,8% em relação à última safra. A soja é responsável por mais de 56% da área cultivada do país, com previsão de crescer 1 milhão de hectares.

Em relação à estimava do mês passado, a safra sofreu uma redução de 0,6% por causa de problemas climáticos na fase final das culturas. O principal motivo é a soja, que sofreu com a seca, sobretudo no Matopiba – região que compreende partes dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A queda em relação ao levantamento de março é de cerca de 2,2 milhões de toneladas.

Fonte: Diário de Cuiabá.

Marcelo Ramos

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