AgRural ajusta safra de soja para 98,7 milhões de t

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Empresa segue outras consultorias e corta mais 1 milhão de toneladas de sua última projeção para o Brasil.

Em nova estimativa para a safra de soja do Brasil, a AgRural reduziu em 1 milhão de toneladas sua projeção para a temporada 2015/2016, que está em fase inicial de colheita. A aposta da empresa é de que o país vai retirar dos campos 98,7 milhões de toneladas. Em dezembro passado, a consultoria já havia cortado 1 milhão de toneladas de sua estimativa inicial, que era de 100,2 milhões de toneladas.

A AgRural é a segunda consultoria a apostar em queda do potencial produtivo das lavouras brasileiras. A INTLC FCStone também diminuiu em 1 milhão de toneladas a sua expectativa de colheita de soja para o País. A única empresa que manteve a projeção na semana foi a Informa Economics, que ainda espera uma produção superior a 101 milhões de toneladas para o Brasil.

Mato Grosso, líder nacional em produção, foi o Estado que teve maior redução nos índices de produtividade média das lavouras. A AgRural acredita que os produtores vão tirar em média 49 sacas por hectare, contra 51,5 sacas esperadas em dezembro e 52,3 sacas projetadas no início do ciclo. A diminuição nos rendimentos esperados é atribuída à falta de chuvas durante o plantio e nas primeiras semanas de desenvolvimento das lavouras.

“Os maiores estragos foram em lavouras precoces, para as quais o retorno das chuvas a partir da virada do ano chegou tarde demais. Em Sinop, há talhões que devem render apenas 35 sacas, mas áreas tardias ainda têm bom potencial. Em Canarana, estima-se que as perdas podem chegar a 20% em talhões “do cedo”. No sul e no oeste, as chuvas foram mais regulares”, diz um trecho do relatório da consultoria.

Maranhão, Piauí e Tocantins também tiveram potencial produtivo rebaixado em 1 saca por hectare.

Na próxima terça-feira (12/1), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) solta novas projeções para oferta e demanda de grãos nos maiores players mundiais, incluindo o Brasil. As estimativas do órgão norte-americano tendem a movimentar as cotações na Bolsa de Chicago já a partir de hoje segunda-feira (11/1).

Fonte: Globo Rural.


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