Adaptação: Granja de suínos para terminação de bovinos
Propriedade de MS adapta granja de suínos para terminação de bovinos.
No projeto, animais entram com 400 kg de peso vivo e saem com 560 kg.
Resultados serão apresentado em dia de campo em Dourados em julho.
Em moldes similares ao de uma granja de suínos, uma propriedade rural de Mato Grosso do Sul inova e associa a alternativa a nutrição de precisão com a proposta de terminar os bovinos em confinamento a pasto. Os resultados serão apresentados dia 4 de julho, durante dia de campo na Fazenda São João, em Dourados, a 225 quilômetros de Campo Grande.
Segundo o proprietário, Rogério Goulart, a essência do negócio vem do trabalho da suinocultura – baseado na eficiência alimentar e automação do sistema. O processo foi adaptado à pecuária de corte, sistema que ele conheceu durante visita a uma propriedade no Mato Grosso.
“É uma modalidade onde os animais são adaptados no pasto por um período de três a quatro semanas com acesso natural ao cocho e, posteriormente, permanecem confinados com uma dieta sem alimentos volumosos. Porém, ao contrário do confinamento tradicional, é o boi que define quando e a quantidade que vai comer”, explica Goulart.
O módulo inicial tem capacidade para 80 animais (machos inteiros) e conta com apenas um colaborador. Segundo o proprietário da São João, com as novas instalações as demandas por mão de obra foram amplamente reduzidas, a exemplo da reposição de ração, que passou a ser feita uma vez a cada semana chegando até dez dias. Ele não antecipa os detalhes que os participantes vão conferir in loco durante o dia de campo, mas explica o desempenho e as adaptações feitas a partir da tecnologia da suinocultura.
“No projeto piloto, os animais entram com 400 kg de peso vivo e saem com 560 kg. O ganho médio de carcaça é de 7,5 arrobas ao final de 115 dias – esta etapa abrange a fase de cocho. A conversão alimentar é de 140 kg de ração por arroba produzida a um custo médio de R$ 4,50 ao dia. O êxito está na autonomia do sistema. Imagine um muro de alvenaria de 5 metros de largura por 3 de altura, e que ao longo desta estrutura estejam embutidas de 8 a 10 colunas ocas (guias) para a condução da ração que fica armazenada sobre o muro, onde está instalado todo o sistema de distribuição, até a base onde fica o cocho para a alimentação dos animais”, detalha o pecuarista.
Parceiro de Goulart, o consultor Rogério Coan é o responsável pela nutrição adotada no projeto. A receita desenvolvida por ele implica no fornecimento de proteico energético durante todo o ano. Os lotes são avaliados e o suplemento é ofertado diariamente. A cada três meses os lotes e a composição nutricional dos capins são avaliados, permitindo os ajustes necessários na nutrição conhecida como de precisão.
Coan ressalta que a ferramenta está associada ao ganho de peso e carcaça, onde o objetivo é produzir mais e com menor custo. “Essa tecnologia é realmente muito impactante do ponto de vista de ganho de carcaça e quanto aos resultados técnicos e econômicos. É o que tecnicamente chamamos de nutrição para melhor resposta bioeconômica. No entanto, a surpresa do Dia de Campo é mostrar os reais benefícios dessa modalidade. Quem participar vai conferir”, reforça ele que irá palestrar sobre o tema na programação.
Fonte: Agrodebate.

