Análise meteorológica ajuda produtores de uva e maçã
Novo serviço de análise meteorológica ajuda produtores de uva e maçã.
Desde o mês de maio, produtores de maçã e uva do Rio Grande do Sul e de uva do noroeste de São Paulo contam com um serviço de informação meteorológica voltado a essas culturas. O boletim mensal é elaborado por especialistas da Embrapa Uva e Vinho (RS) e está disponível na página do centro de pesquisa. Trata-se de uma breve análise dos efeitos do clima nas culturas da videira e da macieira, acompanhada de gráficos e fotos.
O produtor pode acompanhar também dados climáticos mensais coletados de três estações meteorológicas da Embrapa Uva e Vinho: em sua sede, em Bento Gonçalves (RS); na Estação Experimental de Fruticultura de Clima Temperado, em Vacaria (RS) e na Estação Experimental de Viticultura Tropical, em Jales (SP). As estações fazem parte da rede do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
As culturas de maçã e uva são bastante sensíveis a variações climáticas, como geadas tardias que afetam as brotações e chuva excessiva na época da colheita, o que faz da agrometeorologia uma área especialmente importante para auxiliar em seu manejo. A partir dos dados enviados pelas estações, os pesquisadores da Embrapa emitem uma avaliação dos dados e sua influência sobre as culturas.
O boletim visa atender, de forma antecipada, às frequentes consultas de produtores, técnicos e imprensa à área de agrometeorologia sobre as condições de tempo e clima nas regiões em que a Embrapa Uva e Vinho atua. “Sempre quando acontece algo fora do padrão, como uma geada no período de brotação, recebemos muitas consultas para saber como isso irá influenciar na produção das frutas. Para facilitar aos interessados, criamos o boletim”, informa a pesquisadora Maria Emília Borges Alves.
No Rio Grande do Sul, as duas culturas dependem de períodos mínimos de frio para se obter uma boa brotação, o que faz com que esse seja um dos dados priorizados nas análises.Tanto o cultivo da macieira como da videira estão localizados, em sua maior parte, em regiões com incidência de chuvas, o que está associado diretamente à ocorrência de suas principais doenças: míldio na videira e a mancha-de-glomerella na macieira. “Os produtores que, individualmente, ou orientados por técnicos, acompanharem os boletins informativos poderão se prevenir com a aplicação dos defensivos mais recomendados para cada situação, menos agressivos e mais em conta”, pondera o técnico da Emater (RS), Thompson Didoné.
Fonte: Embrapa Uva e Vinho. Autor: Viviane Zanella.

