Safra de grãos em Minas é revista para baixo
A produção de grãos em Minas Gerais para a safra 2014/15 foi estimada em 11,5 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), queda de 1,47% frente ao período anterior. No Estado a redução dos cultivos de algodão, milho e feijão justificam o volume menor. Também foi verificada queda de 1,5% na área plantada, que deve girar em torno de 3,19 milhões de hectares. A produtividade média esperada é de 3,59 toneladas por hectare, variação negativa de 0,1%.
De acordo com os dados do 8º Levantamento da Safra 2014/15, o Estado será responsável pela colheita de 3,35 milhões de toneladas de soja, volume 0,9% maior que o gerado na safra passada. Para o período produtivo atual, a área destinada à produção da oleaginosa somou 1,3 milhão de hectares, incremento de 6,3%. A produtividade, em função da escassez hídrica, caiu 5,1%, com a colheita de 2,5 toneladas por hectare.
Outro cultivo importante, o milho, deve encerrar o ano com retração de 2,3% na produção total. A expectativa é colher 6,78 milhões de toneladas em uma área de 1,25 milhão de hectares, espaço que ficou 5,5% inferior ao utilizado em 2013/14. A produtividade média estimada para a cultura é de 5,4 toneladas por hectare, aumento de 3,4%.
Na primeira safra do cereal foi verificada redução de 7,3% na área plantada, que ficou em 1 milhão de hectares. Neste período, segundo a Conab, os preços mais atrativos e a maior liquidez da soja fizeram com que os produtores migrassem de cultura. A produtividade média ficou em 5,4 toneladas por hectare, variação positiva de 3,3%. Minas Gerais vai colher 5,49 milhões de toneladas, retração de 4,3%.
Milho – Na segunda safra, os produtores de milho ampliaram em 3,6% o espaço de cultivo, que ficou em 236,2 mil hectares. A produtividade média esperada é de 5,4 toneladas por hectare, o que se alcançado representará avanço de 3,5%. Com o aumento da produtividade e da área, a colheita deve crescer 7,2%, somando 1,28 mil toneladas.
Em Minas, a área de cultivo de algodão foi estimada em 18,8 mil hectares, sinalizando redução de 10% em relação à safra anterior. A queda está atrelada à tendência baixista nos preços de comercialização de pluma, motivada pelo aumento da oferta mundial de algodão em níveis superiores à demanda.
A Conab estimou produtividade média de 3,6 toneladas por hectare, 3,8% maior do que a safra passada. O estímulo se deve ao bom regime de chuvas ocorrido em março. A produção deverá ficar 6,6% abaixo do resultado obtido na safra passada, alcançando 67,7 mil toneladas de algodão em caroço. A produção de pluma foi calculada em 26,4 mil toneladas, queda de 6,7%.
A produção mineira de feijão também ficará menor. De acordo com o levantamento, a colheita total do grão será de 556,4 mil toneladas, queda de 3,2%. A área destinada ao cultivo, 352,9 mil hectares, retraiu 8,3%. A produtividade média estimada é de 1,5 toneladas por hectare, rendimento 5,6% superior.
A maior queda foi verificada na primeira safra de feijão, estimada em 171,4 mil toneladas, volume 15,15 menor. A área de plantio ficou 11% menor, com o uso de 159,1 mil hectares. No período, o rendimento médio por hectare foi de 1 tonelada, retração de 7,9%.
Segundo os pesquisadores da Conab, apesar dos bons preços de mercado, o custo elevado e o difícil controle da mosca branca têm sido as principais causas da retração da área de plantio.
Na segunda safra a produção de feijão foi estimada em 160 mil toneladas, volume 2,3% inferior. A área plantada, 108,8 mil hectares, está 10,2% menor. A produtividade deve aumentar 8,9%, com rendimento de 1,4 tonelada por hectare.
Fonte: Diário do Comércio. Autor: Michelle Valverde.
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