Tarde de campo marca a abertura de colheita

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Tarde de campo marca a abertura da colheita da soja em Tapejara.

Uma tarde de campo, realizada nesta quinta-feira (19/03), marcou a abertura da colheita da soja no município de Tapejara. O evento foi realizado na propriedade da família Fontana, na comunidade Vila Campos, em parceria entre a Emater/RS-Ascar e secretaria municipal da Agricultura e Meio Ambiente. Quatro estações foram apresentadas para agricultores e técnicos, abordando temas como perdas na colheita, uso, manejo e conservação de solo, armazenagem de grãos e agricultura de precisão. “A colheita é a fase final, mas temos que ter cuidado para não jogar o trabalho fora. Estamos em um ano diferente, de safra boa e preços bons, mas de uma grande instabilidade econômica”, disse o prefeito de Tapejara, Séger Menegaz, na abertura do evento.

O gerente regional da Emater/RS-Ascar, Oriberto Adami, ressaltou a parceria entre a Instituição e os agricultores, com reforço no foco tecnológico, na rentabilidade para o produtor, na aproximação com instituições de pesquisa e empresas privadas. Na estação sobre perdas, uso, manejo e conservação do solo o assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo, Ivan Guarienti, mostrou um aparelho para medir a infiltração da água no solo. Segundo ele, o ideal é que a água infiltre de 30 a 50 milímetros por hora no solo. No entanto, no local da lavoura onde foi feita a demonstração, a média da infiltração foi de 15mm/hora. “É importante discutir junto com os produtores formas de melhorar o uso e a conservação do solo, precisamos ouvi-los, conversar e encontrar práticas sustentáveis e rentáveis”, disse.

Entre as práticas comentadas pelo técnico estão a rotação e sucessão de culturas, intercalar plantio de leguminosas e gramíneas, além das práticas tradicionais de conservação, como terraceamento e subsolagem. Armazenagem de grãos na propriedade foi o tema da estação demonstrada pelo técnico e chefe do escritório municipal da Emater/RS-Ascar de Tapejara, Jair Batista do Amaral. Ele apresentou as vantagens de o produtor ter um silo secador na propriedade, pois reduz as perdas quantitativas e qualitativas, reduz gastos com limpeza e secagem, evita o frete externo e agrega valor ao produto.

“Com o grão na propriedade, aumenta a autonomia do produtor e o seu poder de negociação na hora de comercializar o grão”, explicou. Além disso, Amaral esclareceu que a Emater/RS-Ascar faz os projetos para silo secador, tem baixo custo de construção, é uma tecnologia limpa, de fácil manejo e com linha de crédito para financiamento. O gerente regional adjunto e assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar, Cláudio Dóro, falou aos produtores sobre as perdas na colheita.

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Entre as constantes causas de perdas estão a má regulagem das máquinas, a pressa na hora de colher e a falta de qualificação profissional do operador da colheitadeira. Conforme Dóro, o admissível é que se tenha uma perda de até 60kg por hectares, no entanto, a média tem sido de 138kg/ha, ou seja 2,3 sacos. “É um desperdício e representa um impacto financeiro muito alto”, alertou. Também esteve presento o agrônomo da Cooperativa Farol, falando sobre agricultura de precisão, com enfoque na melhor gestão das propriedades e das culturas.

Fonte: Emater – RS.


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