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Produtores de leite estão a favor dos caminhoneiros

Produtores de leite também protestam, a favor dos caminhoneiros.

Forçados a jogar leite fora por falta de transporte, pecuaristas também decidiram protestar no Paraná. Mais de 300 são esperados em uma manifestação organizada pelo Sindicato Rural de Pitanga, na região central do estado, às 9 horas de amanhã, no município. A decisão foi tomada após reunião, terça-feira (24.02), em que os produtores constataram perda de 120 mil litros de leite.

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Os dois laticínios locais estavam funcionando parcialmente, mas pararam totalmente nesta quarta-feira (25). Agora a estimativa é de prejuízo de aproximadamente 200 mil litros de leite ao dia, algo em torno de R$ 200 mil. Em todo o estado, até 6 milhões de litros correm risco de estragar diariamente, conforme a Federação da Agricultura e Pecuária (Faep).

O protesto tem 371 convidados pelo Facebook e 48 confirmaram presença. O presidente do Sindicato Rural de Pitanga, Luiz Carlos Zampier, afirma que o setor apoia os caminhoneiros e que o protesto é contra o governo, por conta de problemas como a alta do diesel.

Estão sendo convidados também produtores de leite de Boa Ventura de São Roque, Santa Maria do Oeste, Mato Rico e Nova Tebas, que fazem parte da zona de abrangência do sindicato. Nesses cinco municípios, aprodução de leite passa de 400 mil litros ao dia.

No meio do protesto

Em Medianeira (Oeste), os produtores rurais decidiram participar das próprias manifestações dos caminhoneiros e levaram, na manhã desta quarta-feira (25.02), 15 máquinas e equipamentos para a BR-277. Mais 50 devem ser deslocadas para o protesto durante a tarde.

A intenção é garantir entre os manifestantes a liberação de cargas perecíveis. O acordo, no entanto, não resolve o problema da falta de diesel, conta o presidente do Sindicato Rural de Medianeira, Ivonir Lodi.

Já estão passando livremente cargas de ração para os frangos e suínos, caminhões de leite e de carnes. Mas vai continuar estragando alimento, porque a indústria está parando por não ter como transportar os produtos. Onde não há diesel, o transporte também fica impossível”, explicou.

Nesta manhã, os produtores chamaram a imprensa para registrar o descarte de 3 mil litros de leite. Pela legislação em vigor, o leite deve ser entregue à indústria até 48 horas após a ordenha.

Fonte: Gazeta do Povo (AgroGP).

Lucas

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