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Algodão: incidência do bicudo preocupa produtores

IMAmt cobra monitoramento rigoroso das plantações.

O aumento de incidência do bicudo nas lavouras de algodão neste início de safra preocupa os técnicos do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) – braço tecnológico da Associação Mato-grossense dos Produtores de algodão (Ampa). O IMAmt alerta sobre a importância das ações iniciais de controle da praga. “Se o controle e o monitoramento nos talhões não forem rigorosos e efetivos, neste primeiro momento, o produtor tem alto risco de ter o bicudo fora de controle, causando prejuízos severos às lavouras”, afirma o entomologista Eduardo Barros, do IMAmt.

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Os técnico do IMAmt lembram que o bicudo é um conhecido inimigo da cotonicultura brasileira e foi responsável por dizimar lavouras de algodão do Paraná, São Paulo e de estados do Nordeste, nos anos 1990. Desde a safra 2012/13 a praga vem sendo monitorada pelo IMAmt, que registrou captura elevada de adultos no início nesta safra nas armadilhas instaladas nos sete núcleos regionais.

Segundo Renato Tachinardi, responsável pelo projeto de controle de bicudo do IMAmt, nesta safra “temos uma média acima de 10 B.A.S (bicudos por armadilha por semana) nos núcleos Sul, Centro e Centro Leste, sendo que o índice acima de 2 indivíduos por armadilha já coloca a lavoura em alerta vermelho”.

Tachinardi observa que a incidência do bicudo voltou a crescer após a queda de 58% na quantidade de insetos capturada na safra 2013/14 em relação à safra anterior (de um índice B.A.S de 2,07 bicudos por armadilha por semana para 1,21), houve um aumento preocupante na captura de bicudo no monitoramento em pré-safra 2014/15.  Foi registrado um índice B.A.S. de 9,59 na segunda semana de janeiro, o que corresponde a um aumento de 790%.

Para evitar o avanço da praga, a equipe do IMAmt recomenda aos produtores e técnicos a realização das seguintes ações: antecipar o início da aplicação de bordadura, antecipar a aplicação em bateria em B1 (primeiro botão floral), antecipar o monitoramento mais rígidos das lavouras, treinar monitores novos com foco no bicudo, eliminar fontes da praga em pátios de algodoeiras, beira de fardões, beira de carreadores, estradas, etc; fazer a revisão de pulverizadores e aplicação direcionada; dar atenção a produtos, horários de aplicação, volume, gota, etc; fazer ajuste fino e deixar toda equipe da fazenda em atenção ao controle da praga.

Fonte: Globo Rural.

Equipe Agron

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