Soja voluntária pode virar foco de ferrugem asiática

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Soja voluntária pode virar foco de ferrugem asiática em Sapezal (MT).

Estiagem de outubro forçou replantio na cidade e as plantas voluntárias que cresceram com solo seco podem propagar a doença pelo município. A ferrugem asiática deve provocar prejuízos maiores nesta safra em Mato Grosso. Essa é a opinião dos produtores que conversaram com a Equipe 1 da Expedição Soja Brasil.O clima e problemas no manejo são apontados como os principais motivos. Até o momento, Mato Grosso têm 16 registros da doença, de acordo com o Consórcio Antiferrugem, sendo oito focos estão em lavoura comercial e oito na soja voluntária. Mesmo com cinco aplicações de fungicidas, três a mais que a média nacional.

O produtor Anilson Rotta conseguiu controlar o avanço da ferrugem. Cerca de 20% da produção dos sete mil hectares de soja foram comprometidas na safra passada. Em alguns talhões, o produtor chegou a colher 30 sacas por hectare. – Teve uma quebra razoavelmente grande, quase não paga o meu custo de produção. Tive que encurtar o ciclo das variedades que eu fiz fechamento para ver se eu conseguiria diminui, eu ainda estou com o produtor, se precisar, vai de cinco a seis aplicações nos fechamentos – comenta. No ano passado, 15% das lavouras de Sapezal foram perdidas por causa da ferrugem.

Nesta safra, com o atraso no plantio, a preocupação é ainda maior e a previsão assusta: metade dos 320 mil hectares de soja do município pode ser afetada pelo fungo. – Mais de 50% da nossa área foi plantada fora da época normal na nossa região. Então, 50% da nossa soja plantada fora do período ideal são um alerta. Monitoramento constante, não erra na hora da aplicação e não fazer aplicações tardias – comenta Renato Scariote, diretor do Sindicato Rural de Sapezal. Uma situação comum nas lavouras de Sapezal neste ano é o aparecimento de manchas no meio das lavouras.

São cultivares que foram plantadas em setembro, que provavelmente foram germinadas com o solo seco e que cresceu em alguns pontos apenas. Essas plantas voluntárias represente um risco para o restante da lavoura. Pode ser o primeiro foco de ferrugem, dentro da própria plantação. – Vai ser um foco permanente. Vai ser uma soja guaxa, semeada pelo produtor, de forma incorreta, sem nenhum controle. Folha molhada, com menos de 48 horas e temputarua amenas, provavelmente será um foco da ferrugem dentro de uma lavoura recente. Isso é um problema muito sério – explica Lantmann.

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O consultor técnico do Soja Brasil explica que, agora, a atitude ideal do produtor é fazer a dessecação das moitas. Ele salienta que teria um custo maior, mas que isso deveria ter sido evitado antes do cultivo. – Em um caso desses, em que a soja germinou mal, ele deveria ter passado um herbicida e queimado essa planta, para que isso não acontecesse. Ele teria uma lavoura mais homogênea – ressalta o especialista.

O diretor do Sindicato Rural reclama da falta de cuidado do produtor e alerta que um manejo inadequado pode causar problemas em toda a cadeia produtiva local. – Infelizmente não existe fiscalização e nem Lei para isso. Isso é incorreto no manejo que você deve fazer pela ferrugem. Muitos produtores poderão ser prejudicados por esse manejo incorreto – protesta Scariote.

Fonte: Portal Cenário MT.


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