Fundação MT testa nova armadilha contra o percevejo marrom.
Tecnologia minimiza perdas de grãos ocasionadas pela prática do método de pano de batida.
Pesquisa realizada pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia em parceria com outras instituições visa constatar a eficiência de uma armadilha com feromônio para controle do percevejo marrom (Euschistus heros). A praga é uma das maiores causadoras de prejuízos à lavoura da soja no Brasil. A armadilha está sendo testada pela Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT, desde 2012.
De acordo com a entomologista e pesquisadora da Fundação MT, Lucia Vivan, este estudo é importante porque se adéqua às necessidades dos produtores. “A armadilha é de material simples, feita com garrafa pet, e vai ajudar a reduzir perdas de grãos na lavoura”, diz. O feromônio é uma substância química produzida pelos animais que tem por função promover o reconhecimento entre as espécies. Liberado dentro da garrafa, ele atrai os insetos, como acontece de forma espontânea na natureza.
Hoje, a detecção do percevejo marrom é feita por meio de amostragens com um pano de batida. O método consiste em estender um pano de um metro de comprimento entre as fileira de soja e sacudir vigorasamente as plantas. Uma vez sobre o pano, as pragas são contadas e dependendo do nível de infestação, é recomendado iniciar seu controle.
No caso da armadilha construída pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, garrafas pet contendo feromônios são espalhadas pela plantação e quando se detecta uma média de 1,7 percevejos, o que equivaleria a dois por metro, é inciado o trabalho de controle da praga. O número exato de percevejos para se constatar a infestação ainda está em estudo. De acordo com Vivan, além de ser mais precisa, essa tecnologia elimina a perda de grãos que se tem com o método de pano de batida.
De qualquer forma, a pesquisadora ressalta que após a colonização da área pelo inseto, é preciso realizar o monitoramento com o pano de batida para detecção das ninfas, forma prematura de espécies que passam por metamorfose incompleta. “Somente os adultos são atraídos pelo feromônio. Por isso, ainda assim deve-se usar o pano”, explica a pesquisadora.
Para Vivan, as infestações com o percevejo marrom, principlamente no Cerrado, se devem à soja tardia, que acaba sendo uma fonte de alimento para o inseto.
“A soja tardia entra em período vegetativo ou florescimento quando as demais variedades estão sendo colhidas ou em processo de amadurecimento. “Assim, é natural que as pragas adultas migrem para áreas de soja tardia. As que estiverem em colheita ou em processo de amarelecimento terão grande presença de ninfas, que causam problema da mesma forma que um adulto, mas não migram para outras áreas e devem ser controladas.” No entanto, os adultos irão migrar e iniciar um novo ciclo, depositando ovos e formando uma nova geração.
Fonte: Globo Rural.
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