Inimigos naturais ajudam no controle de Helicoverpa

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Parasitoides apresentaram maior influência na mortalidade da lagarta. Pesquisa recomenda uso de inseticidas seletivos.

 

Uma pesquisa realizada durante a safra 2013/14 nas lavouras do estado do Paraná revelou a eficácia de inimigos naturais no combate à lagarta Helicoverpa armígera. O estudo foi feito pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que confirmou um índice médio de mortalidade de 60,9% nas lagartas frente à ação de nematoides, parasitoides e patógenos.

 

Para o levantamento foram coletadas 1.837 lagartas de Helicoverpa Armígera, entre outubro de 2013 e abril de 2014, em 16 municípios do Paraná. As amostras foram analisadas em laboratório e ao completarem seu desenvolvimento apenas 29,8% das lagartas foram consideradas sadias. Em publicação os pesquisadores Beatriz Corrêa Ferreira, Clara Beatriz Hoffmann Campo e Daniel Sosa Gómez concluíram assim que “os inimigos naturais presentes nas lavouras de soja, se não forem eliminados, são importantes para o controle natural da praga”.

 

Entre os inimigos naturais avaliados, os que contribuíram mais para a diminuição populacional das lagartas foram os parasitoides, representando 48,9% de mortalidade. Os pesquisadores lembram que a preservação de inimigos naturais é uma estratégia fundamental no controle da helicoverpa.

 

“Por isso, preferencialmente, os produtores devem priorizar o uso de inseticidas seletivos aos inimigos naturais como o baculovírus e o Bacillus thuringiensis, que são formulações biológicas que controlam a lagarta e não afetam seus inimigos naturais”, diz parte do estudo. Ainda segundo a pesquisa, o uso abusivo de inseticidas não seletivos aos insetos benéficos agrava os problemas com pragas e oneram o custo de produção.

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A lagarta

Considerada uma das maiores pragas da agricultura mundial, a Helicoverpa armígera se alimenta de várias culturas, sendo mais difícil seu controle já que a oferta de alimento é abundante durante todo o período do ano. De acordo com a Embrapa a melhor forma de lidar com a situação é adotando o manejo integrado de pragas nas diferentes culturas que compõe o sistema produtivo.

 

Fonte: G1 MT.


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