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Chuvas atrasam colheita da safrinha em MT

Produtores rurais de Mato Grosso começaram a colher nesta semana as primeiras lavouras de milho segunda safra (safrinha), mas um clima úmido, com chuvas em várias regiões, deverá adiar os trabalhos mais intensos até a segunda quinzena de junho.

 

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“Vai ocorrer atraso de uma semana. A chuva não atrapalha, não causa estrago, apodrecimento. São chuvas esporádicas”, diz Luiz Nery Ribas, diretor técnico da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja MT). Agricultores evitam a colheita em condições chuvosas por questões técnicas e para evitar uma alta umidade nos grãos armazenados. O Instituto de Nacional de Meteorologia prevê chuvas isoladas em diversas regiões de Mato Grosso pelo menos até o dia 10.

 

Em seu primeiro levantamento de colheita da safrinha 2013/14, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicou que 1,5 % da área de cerca de 3 milhões de hectares já foi colhida. O número está em linha com o registrado na mesma época em 2013. O estado deverá 15,7 milhões de toneladas do cereal, calcula a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

 

A safrinha foi plantada com um relativo atraso em Mato Grosso, fora da janela de ideal de clima, devido a dificuldades no fim da colheita da soja e a uma decisão tardia de investir no milho — as condições de preço melhoraram apenas nos últimos momentos da safra de verão.

 

“A reza do povo foi boa, e as chuvas (durante a fase de desenvolvimento das lavouras) se prolongaram. Isso salvou o milho tardio”, indica Ribas, ressaltando que as produtividades obtidas nesta temporada estão acima das expectativas iniciais.

 

Paraná

No Paraná, segundo maior produtor de milho safrinha,o clima também preocupa. “Tem previsão de chuva mais forte até sábado em importantes regiões produtoras. Isso prejudica a qualidade da espiga, e a incidência de doenças é maior”, diz a engenheira agrônoma Juliana Yagushi, do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab). “O milho gosta de luminosidade. Dias constantes de chuvas não favorecem essa fase da safra”, complementa.

 

Técnicos da Seab na região de Toledo relatam que as condições climáticas estão inadequadas para as culturas de inverno. “O milho é o mais afetado, pois está em fase de frutificação e maturação, o que permite o desenvolvimento de doenças que podem atingir os grãos, além do risco de brotamento”, detalha a técnica Jean Marie Triches. “Mas nessa fase é difícil afirmar sobre possíveis perdas, deve-se aguardar o início da colheita.”

 

Conforme o Deral, cerca 1 % da área de milho safrinha do Paraná já foi colhida. Os agricultores paranaenses deverão colher 9,94 milhões de toneladas de milho na segunda safra deste ano, aponta a Conab.

 

Fonte: Gazeta do Povo (AgroGP).

Equipe Agron

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