Acrimat pede mudança na aplicação dos recursos
As etapas do maior projeto de disseminação de informações técnicas da pecuária brasileira, o Acrimat em Ação 2014, realizado pela Associação dos Criadores de Mato Grosso. Até agora, foram 26 cidades contempladas pela palestra “Eficiência produtiva e econômica na bovinocultura de corte a pasto”, ministrada pelo engenheiro agrônomo José Renato Gonçalves.
Ao todo, serão 30 cidades integrantes do roteiro e o encerramento será feito na capital do MT, Cuiabá, dia 26 de maio, próxima segunda-feira. Além de levar conhecimento aos produtores sobre manejo de pastagens e implementação de simples atividades que aumentam a eficiência produtiva da fazenda, o Acrimat em Ação também presta contas para os produtores que mantêm a instituição e colhe mais demandas para a melhoria do atendimento à bovinocultura de corte do estado.
Neste ano, a principal proposta é converter a arrecadação do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) integralmente para a melhoria da infraestrutura logística do Mato Grosso. O fundo hoje é utilizado em caráter emergencial para pagar os vencimentos de operários que trabalham na construção de obras para a copa do mundo, medida que foi aprovada por 23 dos 24 deputados estaduais do MT, o que desagrada o setor produtivo.
Em 2013, a passagem do projeto serviu para pressionar o Ministério Público Estadual a autorizar melhorias nos serviços do Indea-MT (Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso), mudanças que foram constatadas ao longo das viagens realizadas pelas equipe da Acrimat em 2014, divididas em quatro rotas. Outra solicitação feita pela associação é linha de crédito para a retenção de matrizes para todo o estado, uma vez que somente as regiões pantaneiras contam com o benefício.
Esta última foi atendida em parte ontem, 19, com o anúncio do Plano Agrícola e Pecuário 2014/15. Ainda durante o ano passado, o pedido feito pelos pecuaristas para facilitar o trâmite burocrático na hora de fazer limpeza de pasto também foi atendido e há pouco mais de dois meses foi publicado decreto tirando a exigência de licença desde que se respeite as normas publicadas.
Fonte: AgroEditorial.

