Ineficácia de variedade transgênica preocupa produtores

Compartilhar

Em reunião na CNA, agricultores relatam prejuízos com ataques de pragas.

 

Os produtores de milho transgênico estão com uma preocupação a mais para o próximo plantio, caso não sejam tomadas medidas eficientes para reverter os prejuízos da última safra, decorrentes do ataque de lagartas às lavouras transgênicas. A queixa dos agricultores é contra a ineficácia do milho BT, originário da transformação genética de plantas com a bactéria Bacillus thuringiensis, que contém proteínas com ação inseticida para ajudar no manejo das pragas.

 

O tema foi discutido, nesta quinta-feira (15/5), durante reunião da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com a participação de produtores dos estados mais prejudicados pela variedade transgênica. “O milho BT não trouxe os resultados esperados. Ainda não dá para quantificar o prejuízo, mas esperávamos um milho mais resistente às pragas”, afirmou o presidente do colegiado e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Mato Grosso, Rui Prado.

 

Prado informou que a comissão irá ouvir o relato de mais produtores para reivindicar medidas para minimizar os danos aos produtores, como a regulamentação do uso desta variedade BT. Uma das ações em estudo é o refúgio, que é o uso de uma parte da lavoura de milho híbrido sem a tecnologia BT, que poderia ajudar a diminuir a proliferação de insetos resistentes a esta variedade, e assim reduzir a incidência de pragas nas plantações.

 

Plano Agrícola e Pecuário – Outro tema discutido no encontro foi o Plano Agrícola e Pecuário 2014/2015, que será anunciado na próxima semana pela presidente Dilma Rousseff. Convidado para a reunião, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Seneri Paludo, ouviu as reivindicações dos produtores para o próximo plano e, sem entrar em detalhes, fez um relato das negociações em torno das medidas. “Teremos mais um plano forte, que atenderá às demandas do setor”, revelou.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação CNA.


Compartilhar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *