Assassinatos de agricultores por indígenas no RS

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Deputados convocam ministros a prestar esclarecimentos sobre o assassinato de dois agricultores por indígenas no RS.

 

Diante do agravamento da tensão no campo em função do assassinato de dois agricultores por indígenas no Rio Grande do Sul, a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados aprovou a convocação dos ministros da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e da Justiça, José Eduardo Cardozo, para prestarem esclarecimentos sobre o caso. A ida dos ministros à Câmara ainda não tem data marcada.

 

Os agricultores Alcemar, 41 anos, e Anderson de Souza, 26 anos, foram brutalmente assassinados por índios caingangues no dia 28 de abril no município gaúcho de Faxinalzinho. Somam-se a estes crimes pelo menos outros quatro casos de violência provocados por indígenas em 2014. Três pessoas foram mortas no Amazonas e uma na Bahia. Em 2013, o clima também foi de muita tensão no campo. Relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgado no final de abriu revela que, das 34 mortes em conflitos agrários no ano passado, a maioria – 19 pessoas – era de não-índios.

 

Atenta aos direitos dos produtores rurais e, acima de tudo, aos valores do Estado democrático de direito, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), mais do que lamentar as mortes, tem exigido, das autoridades competentes, um basta à violência no campo que tem vitimado brasileiros índios e não índios. A CNA teme que conflito se acirre ainda mais por conta da política equivocada da Fundação Nacional do Índio (Funai), estimulando a demarcação de novas áreas indígenas em terras historicamente ocupadas por produtores rurais. Outro agravante que tem gerado protestos do setor produtivo é o fato de o Ministério da Justiça não estar atuando na solução dos impasses.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação CNA.

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