Pesquisa e transferência de tecnologia

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Produtores de MS e Embrapa discutem pesquisa e transferência de tecnologia.

 

A aproximação entre a Embrapa e os produtores rurais foi um dos assuntos discutidos durante o 1º Fórum da Nova Pecuária do Mato Grosso do Sul “Pesquisa, Inovação e Casos de Sucesso”, realizado pela Associação dos Criadores de MS (Acrissul) e Embrapa Pantanal, durante a Expogrande 2014, em Campo Grande. No dia 30 de abril, chefes das três unidades da Embrapa, no estado, conversaram com representantes de produtores, técnicos e empresários sobre desenvolvimento tecnológico, pesquisa agropecuária e cenários para a pecuária brasileira.

 

O chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande), Pedro Paulo Pires, enfatiza a que a aproximação entre Embrapa, produtores rurais e técnicos viabiliza a adoção das tecnologias e o desenvolvimento da agropecuária. Ele explica que, visando essa sensibilização do produtor, a Unidade investe na capacitação de técnicos, o que possibilita a chegada do conhecimento aos produtores de forma mais clara.

 

O Núcleo de Transferência de Tecnologia e Capacitação em Pecuária de Corte (Agroescola, localizada na Embrapa Gado de Corte, oferece especialização para técnicos agrícolas, com diploma expedido pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Também já está em andamento o mestrado profissionalizante em Pecuária de Precisão, curso oferecido pela UFMS com participação da Embrapa Gado de Corte. Em parceria com o Senar, será iniciada a construção de uma escola, também para a formação de técnicos agrícolas. “Entendemos que, capacitando esses jovens, transferimos nosso conhecimento a eles, que vão repassar aos produtores”, diz Pedro Paulo.

 

A chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Pantanal (Corumbá), Aiesca Pelegrin, destaca que o “pacote tecnológico” para o Pantanal é alicerçado na sustentabilidade ambiental, econômica e social, com tecnologias que vão do manejo de pastagem nativa ao manejo de desmama, além de sanitário e nutricional, que pode ser adotado de maneira customizada, dependendo do objetivo do produtor. “Hoje temos uma ferramenta para o monitoramento da sustentabilidade, embasada em dez anos de conhecimentos gerados. Isso inclui o funcionamento do sistema e todos os indicadores ecológicos de sustentabilidade”, afirma.

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Já o chefe-geral da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados), Guilherme Asmus, informa que a Unidade vem adequando-se ao novo padrão de produção no estado: a adoção de sistemas integrados. Os trabalhos da Empresa têm sido dedicados à integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), de forma a definir tecnologias para a produção vegetal nesses sistemas e algumas tecnologias transversais. Dessas, destaca-se o trabalho na introdução de pastagens, através da consorciação com milho, e nos trabalhos de quantificação da emissão de gases de efeito estufa para diferentes sistemas integrados.

 

“Temos um grande trabalho dentro da rede de projetos Pecus, da Embrapa, em que estamos definindo as emissões entéricas dos bovinos, as emissões dos dejetos e as emissões de solos dos diferentes sistemas de produção. Temos como hipótese que os sistemas integrados emitem menos gases devido a uma série de fatores, entre eles, a precocidade da produção dos bovinos, a qualidade das pastagens e o sequestro de carbono no solo”, explica.

 

Também participaram do Fórum o diretor técnico e institucional da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul, Rogério Beretta, o presidente da Associação Novilho Precoce, Alexandre Raffi, e o presidente da Associação Brasileira de Pecuária Orgânica, Leonardo Barros.

 

Fonte: Campo Grande/MS.


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