Desde o mês de março produtos que fazem parte da mesa diária do brasileiro, como é o caso do tomate e da bata inglesa vêm sofrendo alta do preço. Conforme pesquisa do Índice Geral dos Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ambos são os alimentos que mais tiveram alta diante dos itens pesquisados.
A batata, por exemplo, teve reajuste de 6,05%. Já as hortaliças ganham, com um aumento dos preços de 20,19%.
Para o economista e professor da Universidade Federal de Três Lagoas (UFMS), Marçal Rogério Rizzo, além dos legumes citados, outro item que vem tendo considerado reajuste é o leite e seus derivados.
“Acredito que o preço do leite ainda deva subir, e consequentemente sobe também o valor do queijo embutido, iogurte, manteiga e outros produtos. Mas as pessoas devem se preparar também para o preço da carne que, após o período da quaresma, o valor também tende a crescer, influenciando no índice da inflação e consequentemente no prato do brasileiro”, explica o economista.
Marçal lembra que, isso tudo ocorre em virtude da estiagem registrada no início do ano. “Com a falta da chuva, os pastos ficam baixos, com menos alimento para o gado de corte e leiteiro, resultando na queda do peso do animal. A estiagem é um fator que interfere também nas lavouras”, destaca.
SUGESTÃO:
O professor sugere que o três-lagoense faça a substituição de mercadorias que estejam em alta, por outras que estejam com valor menor, até que a inflação diminua a atual situação. Outra saída, segundo ele, é diminuir a quantidade consumida. “No caso do leite, não há muito a ser feito, pois trata-se de um alimento essencial. As famílias que têm crianças em casa, por exemplo, não conseguem fazer essa substituição, mas podem compensar ao diminuírem a compra de derivados de leite, ou então rezar para continuar chovendo”, brinca.
Marçal ainda faz um alerta a cerca da inflação. “O que mais preocupa é que estamos caminhando para um período de recessão e inflação. A economia não está dando sinais de crescimento satisfatório. A inflação, por exemplo, é de aproximadamente 1% ao mês. Mas os números mudam todos os dias. Em 2013, pro exemplo, a farinha de mandioca foi a mercadoria que sofreu alta e, dependendo da região, o consumo é alto. Não posso deixar de citar outra farinha, a de trigo, utilizada como matéria prima de muitos produtos, como é o caso dos bolos, pães, dentre outros”, avalia ele, que acredita que em breve possa acontecer reajuste geral do valor de vários produtos, caso demore para chover.
A energia elétrica também é citada como responsável pela disparada dos valores de produtos. Como existe a intenção das concessionárias em reajustar os valores em todo o País, é mais um ponto negativo para a inflação dos alimentos, sendo um componente indispensável na produção de bens e serviços.
“Em alguns Estados o reajuste já foi confirmado. Mas o Governo Federal quer segurar para não disparar, de forma assustadora, a inflação, refletindo negativamente nas urnas”, conclui Marçal.
SUPERMERCADO:
O empresário do ramo supermercadista, Leandro Thomé, também fala da estiagem como a responsável pela disparada nos preços de alguns produtos que compõem a mesa do brasileiro.
Ele afirma que, por enquanto, a alta dos preços ainda não interferiu no consumo destes alimentos em seu estabelecimento. “O que comprávamos de tomate antes do reajuste, continuamos adquirindo e continua sendo vendido. Mas, se percebermos que os tomates, por exemplo, começam a acumular, colocaremos em oferta, mesmo que tenhamos que diminuir a margem de lucro e não repassar toda a alta sofrido ao consumidor”, avalia Thomé.
Fonte: Jornal do Povo de Três Lagoas. Autor: Tatiana Cestari.
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