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Com o melhoramento, a estrutura dos animais é mais bem distribuída e tem mais carne O Brasil tem o maior rebanho bovino do mundo, mas a produção de carnes poderia ser mais eficiente. Especialistas se reuniram nesta segunda, dia 7, na Expolondrina, no Paraná, para discutir maneiras de melhorar a produção brasileira e garantir a rentabilidade no campo. O pecuarista José Antônio Fontes diz que a mistura no rebanho dá bons resultados. Segundo ele, as novilhas pretas junto das nelores dão resultado de melhoramento genético.
São novilhas meio sangue, nascidas do cruzamento do nelore PO com angus. – Nós temos condição de melhorar o índice de prenhes. A outra condição é ter um animal precoce que me dá uma taxa de abate mais cedo, além de melhorar os preços tanto na comercialização das fêmeas, quanto dos machos para o abate ou para reprodução – diz o pecuarista. Há 15 anos o pecuarista investe no melhoramento genético. Em outro lote todas as novilhas e vacas adultas estão prenhas e vão dar cria em até quatro meses.
Até as meio sangue já estão na segunda prenhes. Segundo Fontes, para o abate o plantel ganha na precocidade. Tratados a pasto vão para o frigorífico até 10 meses antes que um gado que não passou pelo melhoramento. De acordo com pecuaristas, com o melhoramento, a estrutura dos animais é mais bem distribuída e tem mais carne. E melhor, em menos tempo. Para os especialistas essa é a receita para uma pecuária cada vez mais competitiva. O setor discutiu o assunto em encontro na Expolondrina.
O simpósio da qualidade da carne reuniu pesquisadores de diversas universidades do Brasil. Segundo a pesquisadora da Universidade Federal de Londrina, Ana Maria Bridi, é melhorar a sanidade, a nutrição, e a genética. – A gente tem bastante ainda que avançar, principalmente na redução da idade de abate. Nós estamos na idade média de três anos para o abate, já foi pior, já foram quatro anos. Nós temos que reduzir para próximo de dois anos. Daí teríamos uma melhora na eficiência, uma maior taxa de abate, mais taxa de desfrute deste rebanho brasileiro – salienta.
O Brasil tem o maior rebanho bovino do mundo. São quase 210 milhões de cabeça, é mais que o dobro do rebanho dos Estados Unidos, por exemplo, mas a pecuária brasileira produz bem menos que os norte americanos. Dos frigoríficos brasileiros saem por ano pouco mais de sete milhões de toneladas de carne bovina. Dos EUA, 11 milhões de toneladas. De acordo com Ana Maria, é preciso produzir mais e melhor para não perder dos mercados concorrentes lá de fora e para não perder no mercado interno. – Ou o produtor vai se especializar e aumentar a sua produtividade ou ele sai do mercado.
A competição por terra com a soja e com a cana-de-açúcar, tira do mercado quem não é eficiente – afirma. Com a mistura no campo, o abate é precoce e com mais carne no pasto. Fontes destaca que está mantendo bem e contribuindo para competitividade da pecuária brasileira. – Eu não diria que é mais investimento. O nelore está aí, disponível. Hoje em dia, de dez anos para cá, a disponibilidade de sêmen de angus evoluiu muito. As tecnologias de ATF e ultrassom reduziram muito o custo, o que passou a ser viável – conclui.
Fonte: Rural BR.
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