Mercado de fertilizantes no Brasil

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Mercado de fertilizantes no Brasil: entregas podem chegar a 34,7 mil de toneladas.

 

A projeção realizada no dia 14 de fevereiro sugeria entregas totais de fertilizantes em 2014 entre 30,78 e 32,34 milhões de toneladas. Agora, entretanto, com a inclusão do número referente a janeiro (entrega de 2,2 milhões de toneladas, 8,88% acima do início de 2013), o modelo de séries temporais utilizado ajustou a faixa para entre 32,41 e 34,72 milhões de toneladas.

 

As projeções são realizadas pelo método de Holt-Winters, particularmente eficaz para estimar valores a partir de séries históricas com tendência sazonal (períodos de alta e baixa bem definidos). O método possui duas variedades de estimação: (i) aditiva (HWa), que implica diferença constante entre valores máximos e mínimos de uma mesma estimação; e (ii) multiplicativa (HWm), que retorna maior diferença entre valores máximos e mínimos quanto maior for o horizonte de estimação. Ambas foram empregadas.

 

Os modelos de séries temporais – como o de Holt-Winters – projetam entregas futuras identificando padrões no comportamento das entregas no passado em intervalos específicos, dando peso maior às observações mais recentes. Por esta razão, os valores verificados em jan/14 tem um peso maior nos estimadores do modelo, justificando o avanço da estimativa.

 

Os resultados da modelagem estão dispostos abaixo, na forma de tabela.

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Mercado de fertilizantes no Brasil

 

Há de se analisar com cuidado os dados das projeções, uma vez que, como já enunciado, as estimativas realizadas por séries temporais não possuem embasamento fundamentalista, apenas replicam padrões verificados no passado. Considera-se, então, que:

 

1) A deterioração dos preços no mercado internacional, que tomou contornos mais nítidos no segundo semestre, culminou em aumento considerável das importações em 2013 (mesmo com a disparada do dólar), fato que teve contrapartida no recorde de entregas atingido no ano passado;

 

2) Lembra-se que o dólar possui uma tendência de fortalecimento em 2014, o que deve encarecer importações;

 

3) Nota-se, neste primeiro trimestre, firme alta nos preços de fosfatados, que pode ser mantida até abril caso a demanda estadunidense por parte do consumidor final se materialize para as aplicações de primavera;

 

4) Embora este mesmo movimento tenha se feito notar também para a ureia granular, ele perdeu força, e a variedade perolada já verifica recuos nítidos, mas também pode receber novo suporte agora que a Índia voltou às compras;

 

5) A retomada do cartel formado entre BPC e PotashCorp reestabeleceria os preços do cloreto de potássio nos níveis artificiais verificados em 2012, muito acima dos valores praticados no segundo semestre de 2013.

 

Com perspectivas mais altistas para 2014 contra 2013, o limite inferior das projeções deve ser observado com mais atenção, uma vez que o panorama seria desfavorável a novas importações, com contrapartida negativa sobre entregas.

 

Fonte: INTL FCStone.


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