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Falta de monitoramento gera perdas financeiras

Não são apenas as lagartas como a Helicoverpa e falsa medideira que causam transtornos ao sojicultor. Recentemente, o grande desafio foi a ferrugem asiática, que em diversas safras trouxe dores de cabeça ao agricultor. Entretanto, existem outras situações em que é preciso atenção para não perder a produtividade na lavoura.

 

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No BelaSafra, pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Soja ministraram palestras sobre nutrição de plantas, resistência a plantas daninhas e manejo integrado de pragas.

 

Os especialistas apresentaram medidas de controle da lavoura e mostraram, no estande da instituição, plantas com sintomas das principais doenças que afetam a soja, como o mofo branco, a ferrugem, as doenças de final de ciclo, a mancha alvo, o oídio, entre outras. Muitas questões de produtores trataram da Helicoverpa, devido aos prejuízos causados na safra 2012/13.

 

 

“Hoje, a Helicoverpa está entre os principais assuntos, mas existem outras pragas que causavam danos parecidos. O produtor que utilizou o inseticida sem realizar o monitoramento e a vistoria, por exemplo, pode ter aplicado em excesso ou no momento errado. A falta de monitoramento gera perdas financeiras. Além disso, percebemos que muitas dessas lagartas possuem muitos inimigos naturais”, explicou a pesquisadora da Embrapa Soja, Divania de Lima. Para a safra 2014/15, ela preferiu não arriscar se a Helicoverpa continuará sendo a grande vilã das lavouras de soja.

 

“Se perder o controle, a aplicação de inseticidas é necessária, mas existem diversos produtos de boa procedência no mercado capazes de controlar essas pragas.” Outro assunto que requer atenção dos produtores está relacionado às plantas daninhas.

 

“Depois de certo tempo elas competem com a soja, buscando nutrientes, alimentos e a água da oleaginosa. No BelaSafra, apresentamos os melhores produtores para se aplicar, dependendo do que foi plantado na entressafra, e também o momento certo de controlá-las”, explicou a pesquisadora.

 

Durante o evento, os visitantes conferiram também as cultivares da Embrapa de soja transgênica (BRS 359RR e BRS 360RR) e a cultivar convencional BRS 284 que, segundo Divania, possui ampla adaptação e pode ser plantado no Paraná, São Paulo, Santa Catarina e parte de Minas Gerais e Goiás.

 

“Esse material venceu por três anos seguidos um concurso de produtividade. Sabemos também que o mercado europeu é bastante exigente e dá preferência a um material livre de organismos geneticamente modificados. O agricultor que investe na soja convencional consegue agregar, em média, de R$ 3 a R$ 8 por saca.” (V.L.).

 

Fonte: Folha Web.

Equipe Agron

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