A matemática do amor e algumas dicas de como se dar bem

A matemática do amor. Dica. Como se dar bem? Hannah Fry

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A matemática do amor e algumas dicas de como se dar bem.

Encontrar o parceiro ideal não é moleza; mas será que é pelo menos matematicamente provável? Numa palestra encantadora, a matemática Hannah Fry apresenta padrões na maneira como buscamos amor e oferece suas três melhores dicas (verificadas matematicamente!) para encontrar aquela pessoa especial, inclusive, utilizando as redes sociais.

Veja bem mais abaixo como fazer a conta do amor e calcular as chances matemáticas de encontrar o par ideal.

Segue abaixo a transcrição e o vídeo da palestra proferida e gravada pela matemática Hannah Fry para a TED (Veja mais informações abaixo).

Dra. Hannah Fry é professora de matemática, no Centro de Análise Espaciais Avançadas da UCL. Ela trabalha com comportamento humano. Sua pesquisa se aplica a uma ampla gama de problemas sociais. (Saiba mais abaixo).

Abaixo: Vídeo original em HD com legenda para 25 línguas diferentes. Acesse no canto inferior direito a lista de legendas disponíveis se desejar muda-las. Alguns celulares podem não dispor da tradução para o português. Sugerimos nesse caso o acesso ao vídeo pelo computador.

Abaixo: Transcrição da palestra – A matemática do amor e algumas dicas de como se dar bem

Por Hannah Fry

0:11 Hoje eu quero falar com vocês sobre a matemática do amor. Bem, acho que todos concordamos que os matemáticos são conhecidos por sua excelência em encontrar amor. Mas não é só por causa de nossa personalidade arrojada, habilidades superiores de conversa e excelentes estojos de lápis. É também porque já trabalhamos extensamente na matemática de como encontrar o parceiro perfeito.

0:37 No meu artigo preferido sobre o assunto, que se chama: “Por Que Eu Não Tenho Namorada” (Risos) Peter Backus tenta avaliar sua chance de encontrar amor. Peter não é muito ganancioso. De todas as mulheres disponíveis no Reino Unido, tudo o que Peter quer é alguém que more perto dele, alguém na faixa de idade certa, alguém com um diploma universitário, alguém com quem ele provavelmente vai se dar bem, alguém que provavelmente seja atraente, alguém que provavelmente também o ache atraente. (Risos) O que resulta numa estimativa de 26 mulheres em todo o Reino Unido. Não parece muito bom, não é, Peter? Agora, só para colocar em perspectiva, isso é 400 vezes menos do que as melhores estimativas de quantas formas inteligentes de vida extraterrestre existem. E também dá ao Peter uma chance de 1 em 285 mil de se esbarrar com qualquer uma dessas moças especiais em uma saída à noite. Gosto de pensar que é por isso que os matemáticos não se preocupam mais em sair à noite.

1:41 O fato é que eu, pessoalmente, não aceito uma visão tão pessimista assim. Porque eu sei, tão bem quanto todos vocês, que o amor não funciona bem assim. A emoção humana não é bem organizada, racional e facilmente previsível. Mas também sei que isso não significa que a matemática não tem nada para nos oferecer porque o amor, assim como muito da vida, está cheio de padrões e a matemática, fundamentalmente, trata-se do estudo de padrões. Padrões desde previsão do tempo a variações do mercado de ações, ao movimento dos planetas ou ao crescimento das cidades. E sendo sinceros, nenhuma dessas coisas é bem organizada e facilmente previsível também. Porque eu acredito que a matemática é muito poderosa e tem o potencial de nos oferecer uma nova maneira de encarar quase tudo. Mesmo algo tão misterioso quanto o amor. E assim, para tentar convencê-los de como a matemática é totalmente incrível, excelente e relevante, quero lhes dar minhas três melhores dicas de amor matematicamente comprováveis.

2:50 Certo, então Dica #1:

Como ser bem-sucedido em encontros on-line. Meu site de encontros on-line preferido é o OkCupid, sobretudo porque foi lançado por um grupo de matemáticos. E, por serem matemáticos, eles têm coletado dados de todos que utilizam o site por quase uma década. E vêm tentando encontrar padrões na maneira como falamos de nós mesmos e como interagimos uns com os outros em um site de encontros on-line. E eles fizeram algumas descobertas muito interessantes. Mas a minha preferida, pessoalmente, é que parece que, em um site de encontros on-line, ser atraente não define sua popularidade, e, na verdade, fazer as pessoas pensarem que você é feio pode funcionar a seu favor. Vou mostrar como funciona. Em uma seção voluntária, felizmente, do OkCupid, você pode avaliar o quão atraente as pessoas são em uma escala de 1 a 5. E se compararmos essa pontuação, a pontuação média, com quantas mensagens um conjunto de pessoas recebe, dá para começar a ter uma noção de como atração se relaciona com popularidade em sites de encontros on-line.

4:03 Este é o gráfico que os caras do OkCupid geraram. E o importante a se notar é que não é inteiramente verdade que quanto mais atraente você for, mais mensagens você recebe. Mas então vem a pergunta: por que as pessoas aqui em cima são tão mais populares que as aqui em baixo, mesmo tendo a mesma pontuação em atração? A razão é que não é só puramente a aparência que é importante. Vou tentar ilustrar suas descobertas com um exemplo. Se pegarmos alguém como Portia de Rossi, por exemplo, todos concordam que Portia de Rossi é uma mulher muito bonita. Ninguém acha que ela é feia, mas também não é uma top model. Se comparar Portia de Rossi a alguém como Sarah Jessica Parker, bem, muita gente, inclusive eu, devo dizer, acha que Sarah Jessica Parker é realmente fabulosa e possivelmente uma das criaturas mais lindas que já caminhou na face da Terra. Mas algumas outras pessoas, ou seja, a maioria da Internet, parecem achar que ela se parece um pouco com um cavalo. (Risos) Eu acho que se pedirmos a opinião das pessoas sobre quão atraentes Sarah Jessica Parker e Portia de Rossi são, e pedirmos para que lhes deem uma pontuação de 1 a 5, estimo que as duas teriam, em média, a mesma pontuação. Mas a forma como as pessoas votariam seria diferente. As pontuações de Portia se concentrariam em torno do 4 porque todo mundo concorda que ela é muito bonita, enquanto Sarah Jessica Parker divide opiniões. Haveria uma grande dispersão em suas pontuações. E, na verdade, é essa dispersão que conta. É essa dispersão que a deixa mais popular em um site de encontros on-line. E isso quer dizer então que se algumas pessoas te acham atraente, é, na verdade, melhor para você ter algumas pessoas que acham que você é um grande tribufu. É muito melhor do que todos pensarem que você é a vizinha bonitinha.

5:58 Bem, eu acho que isso começa a fazer mais sentido quando pensamos em termos de quem manda as mensagens. Digamos que você acha alguém atraente, mas suspeita que outras pessoas não necessariamente estariam interessadas. Significa que há menos competição para você e é um incentivo extra para entrar em contato. Comparando, se você acha alguém atraente, mas suspeita que todos vão achar que ela é atraente, bem, por que você perderia tempo se humilhando, sejamos sinceros? Aqui é onde entra a parte realmente interessante. Porque quando as pessoas escolhem as fotos que usam em site de encontros on-line, normalmente tentam minimizar as coisas que acham que algumas pessoas vão achar pouco atraente. O exemplo clássico são pessoas que, talvez, estão um pouco acima do peso deliberadamente escolhendo fotos cortadas. Ou homens carecas, por exemplo, deliberadamente escolhendo fotos onde estão usando chapéu. Mas isso é exatamente o oposto do que você deveria fazer se quiser ser bem-sucedido. Você deveria, de fato, enaltecer qualquer coisa que o torne diferente, mesmo achando que algumas pessoas vão achar pouco atraente. Porque as pessoas que gostam de você vão gostar de você de qualquer jeito, e os fracassados pouco importantes que não gostam, bem, eles só agem a seu favor.

7:11 Certo, Dica #2:

Como escolher o parceiro perfeito. Então imaginemos que você é um grande sucesso no quesito namoro. Mas surge a questão de como você converte esse sucesso em felicidade a longo prazo e, particularmente, como você decide que é hora de se estabelecer? Geralmente, não é aconselhável recolher as fichas e casar-se com a primeira pessoa que aparecer e mostrar um mínimo de interesse em você. Mas, do mesmo jeito, você não quer deixar para esperar muito tempo se quiser maximizar suas chances de felicidade a longo prazo. Como diz Jane Austen, minha autora favorita, “Uma mulher solteira de vinte e sete jamais poderia esperar sentir ou inspirar afeição novamente.” (Risos) Muito obrigada, Jane. O que você sabe de amor?

7:58 E a questão é a seguinte: como saber quando é a hora certa de se estabelecer considerando todas as pessoas que você pode namorar em sua vida? Por sorte, há uma coisinha deliciosa na matemática que podemos usar para nos ajudar aqui, chamada teoria da parada ótima. Imaginemos então, que você começa a namorar com 15 anos e idealmente, você gostaria de estar casado quando estiver com 35 anos. E há um número de pessoas que você poderia namorar durante seu tempo de vida, e elas estariam em vários níveis de qualidade. E as regras são que uma vez que você tenha decidido se casar, você não pode continuar vendo o que poderia ter, e do mesmo modo, não pode voltar e mudar de ideia. Na minha experiência, pelo menos, sei que tipicamente as pessoas não gostam de serem relembradas anos após terem sido trocadas por outra, ou talvez seja só eu.

8:44 A matemática diz que o que você deveria fazer nos primeiros 37% de sua janela de namoros seria rejeitar todo mundo como sério potencial de casamento. (Risos) E então, você deveria escolher a primeira pessoa que aparecer que for melhor que todas as outras que você viu antes. Um exemplo. Se você fizer isso, pode ser provado matematicamente, de fato, que essa é a melhor maneira de maximizar suas chances de encontrar o parceiro perfeito. Infelizmente, devo dizer-lhes que esse método tem seus riscos. Por exemplo, imaginem que seu parceiro perfeito aparecesse durante os primeiros 37%. Assim infelizmente, você teria que rejeitá-lo. (Risos) E se estiverem acompanhando a matemática, receio que não vai aparecer ninguém que seja melhor do que os que você já viu. Você teria que seguir rejeitando todos e morrer sozinho. (Risos) Provavelmente rodeado de gatos mordiscando seus restos.

9:50 Certo, outro risco é, imaginemos, em vez disso, que as primeiras pessoas que você namorou em seus primeiros 37% são pessoas enfadonhas, chatas, terríveis. Está tudo bem, porque você está na fase de rejeição, está tudo bem, você pode rejeitá-las. Mas imaginem que a próxima pessoa que aparece é ligeiramente menos chata, enfadonha e terrível do que todos as outras que você viu antes. Se estiverem acompanhando a matemática, receio que teria que se casar com ela e acabar com um relacionamento que está, francamente, abaixo do ideal. Sinto muito por isso. Mas eu acho mesmo que há uma oportunidade aqui de que a Hallmark possa aproveitar e atender esse mercado. Um cartão de dia dos namorados assim. (Risos) “Meu querido marido, você é ligeiramente menos terrível do que as primeiras 37% pessoas que eu namorei.” Realmente é mais romântico do que eu normalmente consigo.

10:44 Certo, esse método não garante uma taxa de sucesso de 100%, mas não há outra possível estratégia que seja melhor. E de fato, na natureza, há certos tipos de peixes que seguem e aplicam essa mesma estratégia. Eles rejeitam todos os possíveis pretendentes que aparecem nos primeiros 37% da temporada de reprodução, e escolhem o próximo peixe que aparece depois dessa janela que seja, sei lá, maior e mais corpulento que todos os outros peixes que viram antes. Também acho que, subconscientemente, nós humanos meio que fazemos isso também. Nós esperamos um certo tempo para conhecer o campo, entender o mercado ou o que seja quando somos jovens. E só começamos a procurar seriamente por candidatos ao casamento quando nos aproximamos dos 30. Acho que isso é prova conclusiva, se for necessário, que o cérebro de todos está pré-programado para ser um pouquinho matemático.

11:38 Certo, essa foi a Dica #2. Agora, Dica #3:

Como evitar o divórcio. Certo, imaginemos então que você escolheu seu parceiro perfeito e está se estabelecendo em um relacionamento vitalício com ele. Eu gosto de pensar que todo mundo, idealmente, gostaria de evitar o divórcio, sem contar, sei lá, a esposa de Piers Morgan, talvez? Mas é um fato triste da vida moderna que 1 a cada 2 casamentos nos Estados Unidos acabe em divórcio, com o resto do mundo não ficando muito longe. Você pode ser perdoado, talvez, por pensar que as discussões que precedem um rompimento matrimonial não são o candidato ideal para investigação matemática. Por um lado, é muito difícil saber o que deveria ser medido e o que deveria ser quantificado. Mas isso não impediu um psicólogo, John Gottman, que fez exatamente isso. Gottman observou centenas de casais conversando e registrou, bem, tudo o que podem imaginar. Ele registrou o que era dito na conversa, registrou a condutividade da pele, registrou suas expressões faciais, sua frequência cardíaca, sua pressão sanguínea, basicamente tudo, exceto se a esposa estava mesmo sempre certa, o que, aliás, ela sempre está. Mas o que Gottman e sua equipe descobriram foi que um dos indicadores mais importantes de que um casal vai se divorciar ou não foi quão positivo ou negativo cada parceiro estava sendo na conversa.

13:10 Casais com baixo risco marcaram muito mais pontos positivos na escala de Gottman do que negativos. Enquanto relacionamentos ruins, com o que quero dizer, que provavelmente vão se divorciar, eles se encontravam entrando em uma espiral de negatividade. Simplesmente usando essas ideias bem simples, Gottman e sua equipe conseguiram prever se um determinado casal iria se divorciar com uma precisão de 90%. Mas foi só quando ele se juntou com um matemático, James Murray, que eles realmente começaram a entender o que causa essas espirais de negatividade e como elas acontecem. E os resultados que encontraram eu acho que são incrivelmente simples e interessantes. Essas equações, elas preveem como a esposa ou o marido vão reagir em sua próxima vez na conversa, quão positivos ou negativos eles vão ser. E essas equações dependem do humor da pessoa quando está sozinha, o humor da pessoa quando está com o parceiro, mas mais importante, elas dependem de como a esposa e o marido influenciam um ao outro.

14:12 Acho que é importante notar nesta etapa, que as mesmas equações também foram provadas perfeitamente capazes de descrever o que acontece entre dois países numa corrida armamentista. (Risos) Então, um casal discutindo entrando num funil de negatividade e oscilando à beira do divórcio, é matematicamente equivalente ao início de uma guerra nuclear. (Risos)

14:41 Mas o termo realmente importante nessa equação é a influência que as pessoas têm mutuamente, e particularmente, algo chamado de limiar de negatividade. O limiar de negatividade, vocês podem imaginá-lo como quão irritante o marido pode ser antes de a esposa começar a ficar irritadíssima, e vice-versa. Eu sempre imaginei que bons casamentos tratavam-se de abrir mão e compreensão e permitir que as pessoas tenham o espaço para serem elas mesmas. E eu teria imaginado que talvez os relacionamentos mais bem-sucedidos são os que têm um limiar de negatividade bem alto. Onde os casais deixam as coisas para lá e só mencionam o que for realmente um grande problema. Mas, na verdade, a matemática e as seguintes descobertas da equipe mostraram que exatamente o oposto é verdade. Os melhores casais, os mais bem-sucedidos, são aqueles com um limiar de negatividade bem baixo. Esses são os casais que não deixam nada passar despercebido e deixam ao outro um pouco de espaço para reclamação. São os casais que estão constantemente tentando consertar seu relacionamento, que têm uma perspectiva muita mais positiva em seu casamento. Casais que não deixam as coisas para lá e casais que não deixam coisas triviais se tornarem grandes problemas.

15:55 Mas é claro, é preciso um pouco mais do que um baixo limiar de negatividade e não engolir sapos para ter um relacionamento bem-sucedido. Mas eu acho que é bem interessante saber que há realmente evidência matemática para dizer que você não deve levar sua raiva para o dia seguinte.

16:13 Essas são minhas três melhores dicas de como a matemática pode ajudá-lo no amor e relacionamentos. Mas eu espero que, além de serem úteis como dicas, elas também deem uma ideia do poder da matemática. Porque para mim, equações e símbolos não são só uma coisa. São uma voz que representa a incrível riqueza da natureza e a surpreendente simplicidade nos padrões que se viram, torcem, retorcem e evoluem ao nosso redor, desde como funciona o mundo até como nos comportamos. Espero que talvez, para alguns de vocês, conhecer um pouco a matemática do amor possa persuadi-los a ter um pouco mais de amor pela matemática. Obrigada. (Aplausos)

O que é a TED: é uma fundação privada sem fins lucrativos dos Estados Unidos mais conhecida por suas conferências na Europa, Ásia e Estados Unidos destinadas à disseminação de ideias. (acrônimo para Technology, Entertainment, Design; em português: Tecnologia, Entretenimento, Design).

A matemática do amor e algumas dicas de como se dar bem
A matemática do amor e algumas dicas de como se dar bem

Dra. Hannah Fry é professora de matemática, no Centro de Análise Espaciais Avançadas da UCL UCL (University College London – Universidade de Londres). Ela trabalha em conjunto com uma combinação única de físicos, matemáticos, cientistas da computação, arquitetos e geógrafos para estudar os padrões no comportamento humano – especialmente em um ambiente urbano. Sua pesquisa se aplica a uma ampla gama de problemas sociais e questões, de compras e de transporte para a criminalidade urbana, motins e terrorismo.

Fonte: Ted.com

Traduzido por Gustavo Rocha

Revisado por Tulio Leao


Fazendo a conta do amor -A matemática do amor e algumas dicas de como se dar bem

É inegável o número de mulheres solteiras acima dos 30 anos na cidade do Rio de Janeiro. Para confirmar a minha afirmação, vá a qualquer evento social na cidade e você verá uma penca de mulheres sozinhas e nenhum homem- heterosexual- desacompanhado. O fenômeno é familiar a qualquer mulher nessa faixa etária, ou até mais velha.

Para aquelas que ainda sonham em encontrar um grande amor, quais são as reais chances de que o feito (encontrar um grande amor, nesta faixa etária, no Rio de Janeiro) irá de fato se concretizar? Engana-se quem acha que para essa questão não existe fórmula ou matemática possível. Pelo menos é isso que nos promete Hannah Fry em seu recém-lançado livro “The Mathematics of Love” (A Matemática do Amor).

No início de seu livro, Hanna apresenta as chances de seu amigo, Peter Backus, do Departamento de Economia da Universidade de Warwick, no Reino Unido, e autor do estudo “Why I don’t have a girlfriend” (Porque eu não tenho uma namorada) encontrar uma namorada no Reino Unido. Peter, na época um solteiro de 30 anos de idade, teria apenas 26 possíveis candidatas a namorada entre todas as 30 milhões de mulheres do Reino Unido. E para chegar a esta conclusão, foi utilizada a chamada equação matemática de Drake, a mesma utilizada para se estimar a chance de que exista vida extraterrestre.

O cálculo, na verdade, é bem simples.

Para encontrar um grande amor você vai precisar apenas de uma calculadora

1) Quantas mulheres vivem nas redondezas de Peter? (será que o cara usou LOVOO?)

Resposta: 4 milhões

2) Quantas estão na sua faixa etária?

Resposta: 20% (800.000)

3) Quantas estão disponíveis?

Resposta: 50% (400.000)

4) Quantas possuem um diploma universitário (esse parece ser um quesito importante para Peter Backus)?

Resposta: 26% (104.000)

5) Quantas são atraentes?

Resposta: 5% (5.200) (caramba, o mulherio no Reino Unido é feio, hein??)

6) Quantas seriam atraídas por ele?

Resposta: 5% (260 mulheres) (hum…ele também não parece ser lá essas coisas…)

7) Com quantas ele poderia Ficar?

Resposta: 10% (26 mulheres) (o cara além de exigente deve ser do tipo difícil)

Veja bem, 26 mulheres! Se essas são as chances de Peter, um cara de 30 anos, no Reino Unido, encontrar alguém… imagine as chances de uma mulher carioca, acima dos 30 ou 35 anos, numa cidade sabidamente sem homens disponíveis? Parece desanimador…

Mas olha, em seu livro, Hannah Fry dá um monte de dicas de como aumentar as chances de encontrar um grande amor. E o texto é todo baseado em ciência, pura matemática, a ciência de todas as ciências, a ciência dos padrões.

Pra quem está em busca de um grande amor, fica a dica do livro de Hannah Fry. Agarra na mão da ciência que dá certo! O tal do Peter, por exemplo… Ouvi dizer que casou-se no ano passado… E olha que as chances dele encontrar alguém eram menores do que a probabilidade de que exista vida inteligente extraterrestre! E o cara tá lá, casadinho, brincando de casinha. Por isso, não desanime Irene! Faça as suas contas!

Fonte: Globo por Marcia Triunfol Elblink

Vídeo abaixo outras curiosidades matemáticas (em inglês).


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6 thoughts on “A matemática do amor. Dica. Como se dar bem? Hannah Fry

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