Avaliação de couro de peixe na indústria da moda
Pesquisa avalia viabilidade do couro de peixe na indústria da moda.
Material alternativo ao de outros animais está na mira de grandes marcas.
A unidade da Embrapa Pecuária Sudeste (SP) está desenvolvendo o primeiro protocolo para avaliar a resistência do couro de peixe destinado à indústria da moda sustentável. A ação faz parte do projeto “Ações estruturantes e inovação para o fortalecimento das cadeias produtivas da aquicultura no Brasil”, iniciado no ano passado e que envolve mais de 20 centros de pesquisa da Embrapa e R$ 57 milhões em recursos financeiros.
À frente do projeto, o pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste, Manoel Antônio Chagas, diz que o protocolo a ser adotado deverá ajudar a compor normas internacionais para retirada de amostras de animais não mamíferos para pesquisas. Atualmente, não há metodologia específica para coleta de amostras de peles de aves, répteis, anfíbios e peixes.
Para os testes, o pesquisador tem utilizado tilápias com peso mínimo de 3,5 quilos, com superfícies maiores para viabilizar os estudos. Normalmente, para o mercado tradicional, os peixes são abatidos com 700 a 800g, que é o peso mais viável para a carne e em função do custo para o produtor. No entanto, nos últimos anos, os fabricantes de produtos de couro de peixe – especialmente marcas internacionais como a Hermès, Armani e Osklen, que já produzem peças com o material – têm preferido couro de peixes maiores, como o pirarucu.
Em novembro de 2018, a modelo Gisele Bündchen desembarcou no Brasil com uma bolsa feita de couro de peixe de R$ 3,9 mil. O custo alto é explicado pela logística complicada, mas ainda é uma forma mais sustentável de consumo, já que a produção dos peixes não está ligada diretamente ao desmatamento.
FONTE: REDAÇÃO GLOBO RURAL.

