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Pinha do brejo possui propriedades medicinais

Pinha-do-brejo atrai pássaros e possui propriedades medicinais.

Além de banquete para a fauna, as sementes da planta são aproveitadas em chá e podem ter efeito analgésico e antitérmico.

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Não é difícil descobrir onde a pinha-do-brejo costuma ocorrer. Conhecida também por magnólia-do-brejo ou canela-do-brejo, fica claro que a espécie gosta de terrenos úmidos e brejosos.

Com até 20 metros de altura a árvore possui folhas simples e flores brancas, mas são os frutos que chamam atenção: com cerca de 10 centímetros, tem aspecto de pinha e, quando maduro, se abre mostrando sementes vermelhas.

De cor verde escura, o fruto permanece na árvore mesmo depois de aberto. Assim, funciona como um “fast food” para a fauna, que aprecia o arilo vermelho das sementes e a polpa dura.

Além de banquete para as aves, as sementes, que podem chegar a 100 unidades, são matéria prima para fórmulas com propriedades medicinais. De acordo com o pesquisador Aleksander Zampronio, o extrato bruto da pinha-do-brejo possui atividades analgésicas e antitérmicas. “Fizemos testes, começando com a atividade antitérmica, porque é uma propriedade conhecida pela população. Como grande parte dos antitérmicos também possuem atividade analgésica e anti-inflamatória, foi natural que nosso estudo evoluísse para esse ponto”, explica.

As pesquisas confirmaram o que a população já desconfiava. “O uso da planta é comum. Acredito que o bagaçu seja muito mais utilizado pela população de São Paulo e Minas Gerais. O principal uso é das cascas para a febre”, conta Aleksander, que ressalta o fato dos procedimentos com a planta serem caseiros. “Não sabemos, por exemplo, se o extrato ou o chá podem fazer algum efeito no fígado. Em geral esses estudos já são feitos com a forma que se pretende comercializar, como as folhas para fazer um chá ou como fitoterápicos, que seriam em cápsulas, mas não há estudos com a pinha”.

Ainda de acordo com o pesquisador, o uso do fruto não é tão frequente pela dificuldade em encontrá-la na natureza. “A Magnolia não é uma espécie fácil de encontrar na mata nativa. Por crescer em áreas úmidas ela talvez tenha sido bastante retirada das matas ciliares”, diz.

Ameaçada pela exploração intensiva em algumas regiões, a pinha-do-brejo ainda é amplamente dispersa pelo país, podendo ser encontrada desde Goiás até o norte do Rio Grande do Sul. Por ser uma espécie pioneira, é indicada para recuperação e reflorestamento de áreas ciliares degradadas.

Brancas e aromáticas, as flores da espécie colorem regiões de Cerrado e Mata Atlântica entre os meses de setembro e outubro.

Fonte: g1.globo.com

Cristina Crispa

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